RECIFE — A rede pública de saúde do Recife começou a distribuir insulina glargina para pacientes com diabetes. O medicamento tem ação prolongada e, na maioria dos casos, permite uma aplicação por dia.
A mudança faz parte da transição gradual da insulina NPH para a glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). Neste primeiro momento, podem receber o medicamento crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O público estimado é de aproximadamente 6 mil pessoas, desde que haja indicação médica e os critérios do protocolo do SUS sejam atendidos.
Atualmente, o Recife tem 25 mil pacientes insulinodependentes. A glargina permanece mais tempo em ação no organismo e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária. Alguns esquemas terapêuticos, porém, podem precisar de mais aplicações ao longo do dia.
“Para quem convive com o diabetes, a redução no número de aplicações pode fazer diferença na rotina”, informa Bruna Lima, gerente de assistência farmacêutica do Recife. Segundo ela, a expectativa é de que o uso do medicamento contribua para um controle mais estável da glicemia, reduza o risco de hipoglicemia e favoreça a continuidade do tratamento.
Como pedir a insulina glargina
Os pacientes que fazem parte do público-alvo devem procurar a Unidade de Saúde da Família (USF+) responsável pelo atendimento e levar a receita médica. A troca da NPH pela glargina não deve ser feita por conta própria.
A equipe de saúde vai avaliar o quadro clínico e verificar se a transição pode ser realizada com segurança. Os pacientes também receberão orientações sobre a aplicação e o armazenamento do medicamento.
A distribuição inclui uma caneta reutilizável, com validade prevista de três anos, além das agulhas necessárias. A chegada da glargina não significa que todos os usuários de NPH serão transferidos automaticamente. Até receber orientação profissional, cada paciente deve manter o esquema prescrito pela equipe de saúde.








