SÃO PAULO — O cacique Raoni Metuktire está sendo acompanhado em casa, em Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso, após exames identificarem um tumor responsável por uma obstrução intestinal. O Instituto Raoni informou nesta segunda-feira (11) que o líder indígena recebeu indicação de cuidados paliativos.
O diagnóstico é de adenocarcinoma pouco diferenciado. De acordo com o instituto, as equipes médicas consideraram a idade de Raoni, suas condições clínicas e os riscos elevados de tratamentos agressivos ao recomendar esse tipo de cuidado.
A instituição afirmou que cuidados paliativos não significam ausência de tratamento. O objetivo, segundo o comunicado, é garantir a “melhor qualidade de vida possível”. Raoni está sob uma estrutura de assistência domiciliar no município, que fica próximo à aldeia amazônica onde vive há décadas.
Histórico recente
Chefe do povo kayapó, Raoni passou um mês internado em São Paulo depois de uma cirurgia para tratar a obstrução intestinal. Ele recebeu alta em julho, mas exames realizados depois mostraram que o bloqueio era provocado pelo tumor cancerígeno.
Aos 94 anos, Raoni é reconhecido pelos povos indígenas do Brasil como referência na defesa de seus direitos e na preservação da floresta amazônica. Mesmo debilitado, manteve atividades até recentemente. Em abril, participou do Acampamento Terra Livre, mobilização indígena realizada anualmente em Brasília para reivindicar direitos dos povos originários.








