São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

ONU aprova proposta para reduzir distorções no mapa-múndi

Resolução apoiada por 164 países propõe a adoção de um modelo que represente com mais precisão o tamanho dos continentes.

ONU aprova proposta para reduzir distorções no mapa-múndi

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma proposta para mudar a forma como o mapa-múndi representa a África, a América do Sul e o Sul da Ásia. Essas regiões aparecem menores do que são desde o século 16, por causa de distorções da projeção de Mercator.

A votação ocorreu nessa sexta (4). Ao todo, 164 países apoiaram a mudança. Os Estados Unidos foram o único país contrário, enquanto seis representantes se abstiveram.

A proposta, chamada “Corrija o mapa”, foi liderada pelo Togo e por outros países africanos. De acordo com a ONU, o objetivo é alterar a representação cartográfica global para mostrar algumas regiões de forma mais justa.

Modelo “Terra Igual”

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo “Terra Igual” como uma alternativa capaz de representar com mais precisão as dimensões dos continentes. A ONU espera que a aprovação incentive governos, organizações internacionais e outras entidades a adotar esse modelo.

A projeção de Mercator foi concebida em 1.569 para navegação e passou a ser usada amplamente em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais. Nessa representação, as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador são ampliadas.

Segundo os países africanos, esse efeito ajudou a manter “uma visão desequilibrada do mundo”. O texto aprovado afirma que as distorções cartográficas produzem impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos.

Antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras do Togo, Robert Dussey, afirmou que a aprovação transmitia uma mensagem de confiança na “verdade científica”. Para ele, a decisão também reforça a equidade na representação e a dignidade dos povos.

A resolução afirma que corrigir o mapa pode contribuir para a “justiça cognitiva e reparação memorial” e favorecer a compreensão entre os povos. A União Africana também considera os mapas ferramentas educacionais, científicas e culturais que influenciam a percepção do mundo e o imaginário coletivo.

A ONU relacionou a proposta ao Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, que destacou a necessidade de eliminar vestígios de desigualdades históricas e estruturais e combater todas as formas de discriminação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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