São Bernardo do Campo, Terça-feira, 15 de setembro de 2026
Brasil

Missão Potiguar 2 avalia retorno de plataforma científica ao mar

Teste no Rio Grande do Norte verifica paraquedas que pode permitir o resgate de cargas úteis e o reaproveitamento da plataforma.

Missão Potiguar 2 avalia retorno de plataforma científica ao mar

O sistema de paraquedas da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R) foi testado em condições reais de voo nesta terça-feira, 15. O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, com o veículo de sondagem VS-30 V16.

A Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a principal atividade da Operação Potiguar 2 acontece entre 31 de agosto e 19 de setembro. A missão teve uma primeira etapa em 2024, voltada à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.

Paraquedas e pesquisas

O conjunto de paraquedas foi projetado para permitir o retorno da PSM-R e o resgate da carga útil no mar. Esse recurso atende a pesquisas que precisam levar amostras de volta aos laboratórios. Também possibilita reaproveitar equipamentos, reduzir o intervalo entre lançamentos e diminuir os custos.

A plataforma integra o Programa Microgravidade e foi desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), pela Orbital Engenharia e pela AEB. Durante o voo, a PSM-R fornece energia aos experimentos, transmite dados por telemetria e controla a própria orientação. Com isso, permanece estável e reduz os movimentos de rotação.

A AEB informou que a avaliação em voo é necessária para qualificar o sistema, já que as condições enfrentadas pelos paraquedas durante o retorno não podem ser reproduzidas integralmente em testes terrestres.

Veículo e experimentos

Desenvolvido pelo IAE, o VS-30 V16 é um veículo suborbital de um estágio, movido a propelente sólido. O lançamento é feito por trilho, enquanto a estabilização ocorre por meio da aerodinâmica e da rotação. O veículo transporta cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros e permite experimentos em microgravidade durante parte do trajeto.

A PSM-R levou módulos para experimentos científicos. Um deles avalia os efeitos da microgravidade sobre microrganismos durante o voo suborbital e verifica como as vibrações influenciam a viabilidade celular.

Com base em voos anteriores, a expectativa é que a plataforma alcance um apogeu, o ponto mais alto da trajetória, de aproximadamente 150 quilômetros. Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados. Os dados deverão ser usados na avaliação do sistema de recuperação e no desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em microgravidade.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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