PARNAMIRIM — O sistema de paraquedas da Plataforma Suborbital de Microgravidade Recuperável (PSM-R) foi testado em condições reais de voo nesta terça-feira, 15. O lançamento ocorreu no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte, com o veículo de sondagem VS-30 V16.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) informou que a principal atividade da Operação Potiguar 2 acontece entre 31 de agosto e 19 de setembro. A missão teve uma primeira etapa em 2024, voltada à verificação de procedimentos e sistemas associados ao lançamento.
Paraquedas e pesquisas
O conjunto de paraquedas foi projetado para permitir o retorno da PSM-R e o resgate da carga útil no mar. Esse recurso atende a pesquisas que precisam levar amostras de volta aos laboratórios. Também possibilita reaproveitar equipamentos, reduzir o intervalo entre lançamentos e diminuir os custos.
A plataforma integra o Programa Microgravidade e foi desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), pela Orbital Engenharia e pela AEB. Durante o voo, a PSM-R fornece energia aos experimentos, transmite dados por telemetria e controla a própria orientação. Com isso, permanece estável e reduz os movimentos de rotação.
A AEB informou que a avaliação em voo é necessária para qualificar o sistema, já que as condições enfrentadas pelos paraquedas durante o retorno não podem ser reproduzidas integralmente em testes terrestres.
Veículo e experimentos
Desenvolvido pelo IAE, o VS-30 V16 é um veículo suborbital de um estágio, movido a propelente sólido. O lançamento é feito por trilho, enquanto a estabilização ocorre por meio da aerodinâmica e da rotação. O veículo transporta cargas úteis para altitudes superiores a 100 quilômetros e permite experimentos em microgravidade durante parte do trajeto.
A PSM-R levou módulos para experimentos científicos. Um deles avalia os efeitos da microgravidade sobre microrganismos durante o voo suborbital e verifica como as vibrações influenciam a viabilidade celular.
Com base em voos anteriores, a expectativa é que a plataforma alcance um apogeu, o ponto mais alto da trajetória, de aproximadamente 150 quilômetros. Ainda não há previsão para a divulgação dos resultados. Os dados deverão ser usados na avaliação do sistema de recuperação e no desenvolvimento de futuras atividades de pesquisa em microgravidade.








