São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Chanceler do Irã defende que países do Oriente Médio decidam sua própria segurança

Abbas Araghchi afirmou que a estabilidade regional não deve ser definida por potências externas e pediu respeito ao Direito internacional.

Chanceler do Irã defende que países do Oriente Médio decidam sua própria segurança

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a segurança sustentável do Oriente Médio deve ser discutida e definida pelos próprios países da região, sem a intervenção de potências estrangeiras. A declaração foi feita durante participação virtual no evento Global Town Hall 2026, realizado na Indonésia neste sábado (19).

Para Araghchi, os países do Oriente Médio precisam tratar de temas como segurança, estabilidade, desenvolvimento e futuro comum e buscar soluções próprias. Ele também questionou a aplicação desigual do Direito internacional. Na avaliação do chanceler, quando as regras são ignoradas para atender aos interesses de grandes potências, não é possível falar em Estado de Direito.

O ministro disse que o mundo precisa mudar de direção diante do uso cada vez mais frequente da guerra, da intervenção, das sanções e da força nas políticas públicas. Para ele, a guerra passou a ser um dos principais instrumentos das relações internacionais.

Araghchi também afirmou que décadas de intervenção estrangeira, pressão militar e guerras no Oriente Médio demonstraram que a ação militar não produz segurança e que coerção não leva à paz.

Ao comentar Gaza, o chanceler declarou que a situação representa não apenas uma tragédia humana, mas também um teste para a consciência e a responsabilidade coletiva da comunidade internacional. Ele citou ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como parte de um padrão que, segundo sua avaliação, inclui agressões sem punição, assassinatos seletivos de autoridades iranianas, ameaças a autoridades e figuras políticas e violações da soberania dos Estados.

Araghchi defendeu uma resposta efetiva da comunidade internacional para impedir que essas ações enfraqueçam os limites do Direito internacional. Também pediu um multilateralismo genuíno, com respeito à soberania dos países, aplicação igual das normas internacionais e prioridade à vida humana sobre interesses políticos, estratégicos ou geopolíticos.

Na avaliação do ministro, a segurança regional pode ser construída com diálogo, confiança, cooperação e respeito mútuo, e não pela presença militar de potências estrangeiras ou pela imposição de sua vontade.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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