São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Petrobras planeja ampliar diesel e fertilizantes produzidos no país até 2030

Estatal quer atender todo o consumo brasileiro de diesel e chegar a 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados.

Petrobras planeja ampliar diesel e fertilizantes produzidos no país até 2030

A Petrobras estabeleceu como meta produzir, até 2030, diesel suficiente para atender todo o consumo brasileiro. A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que o plano busca reforçar a segurança energética do país diante das turbulências internacionais e da importância do combustível para a economia.

A declaração foi feita durante palestra no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (16). Ao falar sobre o papel do diesel, Magda afirmou que o combustível “leva a comida para a casa dos brasileiros”.

A companhia também pretende aumentar sua participação na produção de fertilizantes nitrogenados. A meta é sair de uma produção equivalente a zero da demanda nacional, em 2025, para atender 35% do consumo do país nos próximos quatro anos.

Investimentos em refino, petróleo e logística

Os objetivos fazem parte de um plano que inclui refino, fertilizantes, exploração de petróleo, logística, construção naval e investimentos ligados à transição energética. A ampliação da produção nacional de diesel foi relacionada à redução da dependência externa de um combustível usado principalmente no transporte de cargas.

Magda afirmou que a Petrobras precisa preparar novas frentes de produção para sustentar as atividades da companhia no longo prazo. Ela mencionou investimentos em fertilizantes, refinarias, dutos, logística, navios e embarcações de apoio, mas destacou que a execução depende de controle financeiro.

“Dependem da disciplina de capital”, afirmou.

A presidente também defendeu a continuidade da exploração e da produção de petróleo. Segundo ela, fontes não renováveis exigem reposição constante das reservas para manter a capacidade produtiva. Nesse contexto, citou as atividades da Petrobras na Margem Equatorial, no Amapá, e projetos internacionais, incluindo iniciativas na África.

Magda disse ainda que a companhia está sujeita a fatores que não controla, como a cotação internacional do petróleo e a taxa de câmbio. Ela também afirmou que o petróleo voltará a ficar barato e associou a discussão sobre a lucratividade da Petrobras às privatizações da Liquigás e da BR Distribuidora, realizadas em administrações anteriores.

Encomendas para a indústria naval

Outro ponto apresentado foi a retomada da indústria naval brasileira. De acordo com Magda, a Petrobras encomendou 400 embarcações de apoio a estaleiros instalados no país. Ela afirmou que os estaleiros já são competitivos em relação aos de Cingapura e China.

A presidente lembrou que a indústria naval brasileira chegou à segunda posição mundial durante seu auge, na década de 1970. Também citou o período entre 2004 e 2015, quando as exigências de conteúdo local e as encomendas da Petrobras contribuíram para a expansão da atividade. Segundo os números apresentados, aquele ciclo chegou a gerar 83 mil empregos.

Magda afirmou que uma nova recuperação começou nos últimos anos. A indústria, que teve seu pior momento em 2019, passou a registrar crescimento a partir de 2024, com 17 mil empregos acrescentados aos 71 mil que já existiam.

Participação na transição energética

A presidente também disse que a Petrobras pretende participar da expansão da oferta de energia necessária ao desenvolvimento brasileiro. Segundo ela, as fontes renováveis representam 54% da matriz energética do país, participação que deve avançar para 64%. A estatal pretende responder por 30% desse esforço.

Magda relacionou a ampliação da oferta de energia ao desenvolvimento econômico e social. Ela afirmou que o consumo brasileiro por habitante ainda é relativamente baixo e comparou o nível do país ao da Ucrânia e do Vietnã, abaixo da média mundial. Também disse que seria necessário expandir 50% para alcançar o consumo da África do Sul e mais que dobrar para chegar ao nível da França.

A executiva ressaltou que a tarefa não depende apenas da Petrobras e questionou quem ficará responsável pelos outros dois terços do esforço.

Durante a apresentação, Magda não comentou a situação da Petros, fundo de previdência dos trabalhadores da Petrobras. O tema envolve o equacionamento de déficits e mudanças em planos previdenciários que atingem funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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