RIO DE JANEIRO — A Petrobras estuda novos investimentos para aumentar a produção nacional de diesel e, no futuro, atender integralmente ao consumo brasileiro. A possibilidade será analisada no plano de negócios 2027-2031, que deve ser divulgado até o fim do ano, afirmou a presidente da estatal, Magda Chambriard, nesta segunda-feira (21).
A estratégia foi apresentada durante a abertura da ROG.e, evento da indústria de petróleo e gás realizado no Rio de Janeiro. A Petrobras também avalia ampliar o parque de refino e buscar novas reservas de petróleo e gás.
Produção de diesel
Segundo Chambriard, a companhia fornece atualmente mais de 70% do diesel usado no país. “Hoje, entregamos mais de 70% de todo o diesel brasileiro”, afirmou.
Os investimentos já em andamento para ampliar o refino devem elevar a produção da estatal ao equivalente a aproximadamente 90% do consumo doméstico de diesel. O próximo plano poderá incluir aportes adicionais para que a capacidade nacional seja suficiente para atender à demanda brasileira.
A presidente relacionou a discussão sobre autossuficiência às mudanças no mercado internacional de energia provocadas pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Para ela, o conflito aumentou as incertezas do setor de petróleo e reforçou a importância da segurança energética.
Busca por novas reservas
Além de ampliar o refino, a Petrobras pretende intensificar a exploração de novas áreas. Chambriard disse que a produção da companhia está em trajetória de crescimento e deve permanecer em patamar alto até meados da década de 2030. Para manter esse nível nas décadas seguintes, será necessário descobrir e incorporar novas reservas.
A Margem Equatorial, que inclui a Bacia da Foz do Amazonas, está entre as áreas destacadas pela executiva. “Avançamos na Margem Equatorial, onde identificamos a presença de hidrocarbonetos”, afirmou.
A presidente também citou a Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e a retomada da expansão internacional da Petrobras. A empresa assinou, no último dia 17, oito contratos para a produção de petróleo no mar da Costa do Marfim.
O plano de negócios 2027-2031 deverá definir o tamanho dos investimentos adicionais no parque de refino e os caminhos para a busca da autossuficiência brasileira em diesel. A estratégia combina o aumento da produção de derivados no país com a procura por reservas capazes de sustentar a produção de petróleo e gás nas próximas décadas.







