São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Go Up pagou quatro faturas de cartão de Mário Frias durante filme sobre Bolsonaro

Registros mostram pagamentos entre agosto e novembro de 2025, com valores de até R$ 36.857,35; produtora é alvo de investigação da PF.

Produtora de 'Dark Horse' pagou ao menos quatro faturas de cartão de crédito de Mário Frias durante produção do filme
Foto: Reprodução

A Go Up Entertainment pagou pelo menos quatro faturas do cartão de crédito do deputado federal Mário Frias (PL-SP) durante a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Os pagamentos ocorreram entre agosto e novembro de 2025, com valores de R$ 32,6 mil a R$ 36,8 mil.

Os registros mostram as seguintes operações:

  • Fatura de 25/08/2025, paga em 22/08/2025: R$ 32.604,39;
  • fatura de 25/09/2025, paga em 25/09/2025: R$ 34.164,08;
  • fatura de 25/10/2025, paga em 21/10/2025: R$ 33.242,21;
  • fatura de 25/11/2025, paga em 19/11/2025: R$ 36.857,35.

Frias trabalha como roteirista e produtor-executivo do filme. A Go Up é comandada por Karina Gama, que também foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada ao financiamento da produção.

Na quinta-feira (10), a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. De acordo com a polícia, foram identificadas movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao caso.

Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios. Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e apontado como financiador da produção, está preso em Brasília.

Frias negou irregularidades em vídeo publicado nas redes sociais. Ele afirmou que vai colaborar com as investigações, entregar os documentos solicitados e que acredita no arquivamento do caso.

Investigações no STF

Há duas investigações sobre Dark Horse sob supervisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso relatado por Flávio Dino apura possível uso irregular de emendas parlamentares e de dinheiro público destinado a entidades e empresas ligadas à produtora.

Outro inquérito, sob relatoria de André Mendonça, examina repasses feitos por Daniel Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, além do caminho percorrido por esses recursos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5