A Ferrari 296 GT Modificata foi criada para levar proprietários e convidados a sessões de pista, mas não pode disputar as competições tradicionais nem circular nas ruas. A compra inclui a participação em 12 etapas do Club Competizioni GT ao longo de dois anos, com calendário previsto para 2027 em circuitos como Spa-Francorchamps, Fuji e Indianápolis.
O carro também deixou de lado a configuração monoposto. A Ferrari reestruturou o santantônio e instalou um segundo banco, permitindo levar um convidado ou contar com um treinador durante os treinos. Intercomunicador interno e rádio fazem parte da configuração de série.
Motor e desempenho
Derivada da 296 GT3 Evo, que participa do World Endurance Championship (WEC), a Modificata não precisa seguir o balanço de performance (BoP) usado para equilibrar o desempenho dos carros nas corridas tradicionais. Com essa liberdade, o motor V6 a 120 graus, instalado na posição central-traseira, passou a produzir 730 cv a 7.500 rpm e 81,6 kgfm de torque a 5.000 rpm.
O propulsor de 2.9 de cilindrada recebeu alterações no virabrequim, nos comandos de válvulas e nos turbocompressores. Também foram instalados uma bomba de combustível de baixa pressão inédita e um novo sistema de escape. A transmissão sequencial de seis marchas tem relações mais curtas e trabalha com embreagem de carbono. Em relação ao modelo de corrida original, o ganho foi de 130 cv, com potência específica de 244 cv.
Aerodinâmica e estrutura
Para lidar com o aumento de força, a dianteira recebeu um capô com aberturas maiores para dissipar o calor do radiador central. O difusor inferior foi redesenhado para melhorar o fluxo de ar no assoalho e elevar a força descendente.
Na traseira, há uma asa presa a um pilar central único, flap de 5 mm e placas laterais estruturais inspiradas no protótipo 499P. A Ferrari afirma que o conjunto permite fazer voltas até três segundos mais rápidas em Fiorano do que a 296 GT3 Evo.
O modelo tem 5,03 m de comprimento, 2,23 m de largura, 1,08 m de altura e entre-eixos de 2,66 m. O peso seco é de 1.330 kg. Os freios usam discos de aço de 40 cm na dianteira e 33 cm na traseira, com refrigeração revista. O ABS foi recalibrado para pilotos de diferentes níveis de experiência.
A Ferrari não informou o preço oficial. A estimativa apresentada é de mais de 4 milhões de euros, cerca de R$ 24 milhões em conversão direta. Entre os modelos que podem disputar a atenção dos compradores estão o Porsche 911 GT3 R rennsport e a McLaren Senna GTR.







