HUITÉ, Guatemala — Ao menos sete pessoas morreram durante um confronto ligado a uma disputa entre quadrilhas do narcotráfico no município de Huité, no leste da Guatemala. Entre as vítimas está uma menina, informaram as autoridades nesta segunda-feira (28).
O tiroteio aconteceu na noite de domingo. Segundo a polícia, as mortes ocorreram em três pontos diferentes do município, localizado a cerca de 130 km a leste da Cidade da Guatemala.
O Ministério Público informou que uma caminhonete com três pessoas mortas foi encontrada em um dos acessos a Huité. Uma das vítimas era menor de idade. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre os outros mortos.
Disputa territorial
A porta-voz do Exército, Nathalia Mollinedo, afirmou que o confronto foi “originado por disputas territoriais entre organizações do crime organizado transnacional”. Em vídeo publicado no X, ela disse que a instituição decidiu não entrar no local naquele momento para evitar uma escalada do conflito.
Vídeos divulgados nas redes sociais e pela imprensa local mostraram a entrada de um grupo armado usando roupas e equipamentos militares. Mollinedo afirmou que os integrantes não eram militares guatemaltecos. Segundo ela, os membros do Exército estão identificados com distintivos oficiais.
O episódio aconteceu uma semana depois de o Escudo das Américas, aliança regional antidrogas liderada pelos Estados Unidos e integrada pela Guatemala, anunciar um acordo para aplicar sanções a cerca de 20 grupos criminosos. As medidas incluem congelamento de ativos, restrições de vistos e outras ações.
O confronto também ocorreu após a entrega das primeiras armas vendidas por Washington à Guatemala desde o fim de um embargo de meio século imposto por violações dos direitos humanos. Os dois países ainda firmaram recentemente uma aliança entre promotores para reforçar o combate aos cartéis de drogas.
O presidente Bernardo Arévalo é criticado por sua política de segurança, especialmente pela estratégia contra as gangues. Esses grupos deixaram 11 policiais mortos em janeiro passado. O governo afirma que o combate deve ocorrer sem abusos ou arbitrariedades e com respeito aos direitos humanos.








