São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Camponeses temem pulverização aérea contra cultivos ligados ao narcotráfico na Colômbia

Plano em Putumayo prevê uso de glufosinato de amônio, enquanto moradores defendem erradicação manual com investimento do governo.

Camponeses temem pulverização aérea contra cultivos ligados ao narcotráfico na Colômbia

Camponeses de Putumayo, na região amazônica da Colômbia, demonstram medo diante do plano do governo de retomar pulverizações aéreas sobre plantações ligadas à produção de drogas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º) pelo governador regional, John Molina.

O produto previsto para a operação é o glufosinato de amônio, considerado moderadamente perigoso para a saúde pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A medida foi anunciada pelo presidente Abelardo de la Espriella, que defende uma política de combate ao tráfico de drogas e afirmou que "a pulverização vai acontecer".

No mês passado, um juiz havia determinado a suspensão temporária do projeto-piloto de aplicação aérea de herbicidas na região, que fica no sul do país e faz fronteira com o Equador. O presidente contestou a decisão.

Medo entre moradores

Segundo Molina, o anúncio provocou apreensão principalmente entre os camponeses por causa dos efeitos atribuídos a pulverizações anteriores. "Muitas mães grávidas perderam seus filhos", declarou o governador à Caracol Radio. Ele também citou contaminações de fontes hídricas, da fauna, da flora e de cultivos lícitos.

A Colômbia suspendeu em 2015 as pulverizações aéreas com glifosato, outro composto questionado por impactos à saúde e aos ecossistemas.

Putumayo tem atuação de grupos armados ilegais financiados pelo narcotráfico e pelo garimpo ilegal. De acordo com o governador, a região reúne mais de 40 mil hectares de plantações de folha de coca, usada como base para a produção de cocaína. Cerca de 22 mil famílias dependem da renda desses cultivos.

Os camponeses afirmam estar dispostos a erradicar manualmente as plantações ilícitas em troca de investimento governamental. Molina mantém conversas com o governo sobre alternativas à pulverização. Esse tipo de erradicação exige muitas horas de trabalho e pode expor os trabalhadores a ataques de grupos armados.

A política de combate aos grupos criminosos ligados ao narcotráfico também tem respaldo dos Estados Unidos, destino de grande parte da droga produzida na Colômbia.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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