Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (29) sanções contra Ismael Zambada Sicairos, líder do Cartel de Sinaloa, outros 20 integrantes da cúpula da organização e cerca de 30 entidades. Autoridades mexicanas supostamente ligadas à corrupção e ao narcotráfico também foram incluídas na medida.
As pessoas e empresas sancionadas ficam impedidas de possuir bens nos Estados Unidos e de acessar serviços financeiros ou econômicos no país.
Quem foi incluído
Entre os alvos está Carlos Torres, ex-marido de Marina del Pilar Ávila, atual governadora da Baja California. O visto americano de Torres foi revogado em 2025. Luis Torres, irmão dele, também recebeu sanções.
Pedro Mendivil, ex-diretor de Segurança Pública de Mexicali, foi acusado de receber pagamentos ilegais. Rafael Buenrostro, ex-alto funcionário da alfândega no estado de Chihuahua, também entrou na lista.
As entidades atingidas incluem casas de câmbio, empresas de transporte e outras companhias locais.
Cartel de Sinaloa
O Departamento de Estado afirmou que o atual líder da organização é Ismael Zambada Sicairos, conhecido como Mayito Flaco. Segundo o órgão, ele exerce o poder por meio de uma rede formada por líderes de células em Tijuana e Mexicali, facilitadores financeiros e autoridades mexicanas corruptas.
O Cartel de Sinaloa foi classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira em fevereiro de 2025.
O comunicado também relacionou a detenção, em 2024, de Ismael Zambada, conhecido como El Mayo e pai de Mayito, ao início de uma guerra entre as facções Los Mayos e Los Chapitos. O conflito foi marcado por assassinatos e desaparecimentos em Sinaloa e em outros estados.







