São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Anvisa alerta para tutoriais de tirzepatida em pó aplicados em casa

Agência diz que produtos vendidos irregularmente podem não ter o princípio ativo, conter contaminantes e causar infecções graves.

Anvisa alerta para tutoriais de tirzepatida em pó aplicados em casa

Vídeos que ensinam a diluir tirzepatida em pó e aplicar a substância em casa levaram a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a emitir um alerta nesta quarta-feira (23). A agência também chamou atenção para a venda irregular de medicamentos pela internet.

A tirzepatida é usada em medicamentos injetáveis que atuam sobre receptores ligados ao GLP-1. No Brasil, a substância regulamentada pela Anvisa é vendida em farmácias e está presente no Mounjaro. Também pode ser obtida em farmácias de manipulação, desde que exista indicação e prescrição médica.

O alerta se refere a produtos vendidos irregularmente em pó, sem avaliação da agência. Tutoriais publicados nas redes sociais mostram pessoas misturando o produto e aplicando a solução com uma seringa, em casa e sem os cuidados sanitários necessários.

Riscos da aplicação

A Anvisa afirmou que não é possível confirmar se a tirzepatida em pó anunciada ilegalmente contém mesmo o princípio ativo. Também não há como comprovar a concentração nem verificar a existência de impurezas e agentes contaminantes.

Como uma substância injetada chega diretamente ao organismo, um produto contaminado pode provocar uma infecção grave. O risco aumenta quando o preparo ocorre em ambiente doméstico, sem controle adequado de esterilidade.

A agência ressaltou que microrganismos e contaminantes podem não ser vistos a olho nu. Assim, a aparência limpa ou o fato de a embalagem estar lacrada não garantem que o conteúdo seja seguro. O próprio preparo também pode causar contaminação.

Segundo a Anvisa, “apenas produtos fabricados especificamente para uso injetável, sob rígidos controles de qualidade e esterilidade, devem ser administrados por essa via”. A agência informou ainda que o comércio ilegal desse tipo de medicamento já foi alvo de diversas ações policiais.

Alerta sobre o CBL-514

Outro produto divulgado nas redes sociais é o CBL-514, um peptídeo sintético apresentado como capaz de reduzir gordura localizada. De acordo com a Anvisa, ele está na fase 2 de estudos clínicos e não tem registro nem autorização para venda.

Nessa etapa, a substância passa por ensaios para avaliar segurança, eficácia e qualidade. Os resultados ainda não permitem afirmar que os benefícios esperados sejam maiores que os possíveis riscos. “Nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem possíveis danos à saúde”, afirmou a agência.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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