São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Saúde

Estudo relaciona transtornos psiquiátricos semelhantes entre parceiros

Pesquisa com mais de 4,2 milhões de pessoas na Dinamarca encontrou maior correspondência de condições mentais entre casais do que por acaso.

Estudo relaciona transtornos psiquiátricos semelhantes entre parceiros

Pessoas com transtornos psiquiátricos têm maior probabilidade de formar relacionamentos com parceiros que apresentam a mesma condição ou um diagnóstico relacionado. A conclusão vem de um estudo publicado pelo JAMA Psychiatry, que analisou mais de 4,2 milhões de pessoas na Dinamarca.

A esquizofrenia foi o transtorno com maior semelhança entre os parceiros. Na sequência apareceram o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o transtorno do espectro autista (TEA) e o transtorno por uso de substâncias (TUS). Também houve pares formados por pessoas com diagnósticos diferentes. Homens com transtorno por uso de substâncias, por exemplo, costumavam se casar com mulheres com TDAH.

A correspondência entre as condições de saúde mental foi maior do que a observada para doenças físicas. Para os pesquisadores, esse padrão pode ajudar a explicar por que alguns transtornos psiquiátricos se concentram em determinadas famílias. Quando pessoas com essas condições formam um casal, os riscos podem aumentar entre os familiares.

Como a pesquisa foi feita

Os pesquisadores usaram dados do Sistema de Registro Civil, do Registro Nacional de Pacientes e do Registro Central de Pesquisa Psiquiátrica da Dinamarca. A análise reuniu 549.541 casais de pais e 822.209 crianças, incluindo 513.259 grupos formados por mãe, pai e filho estudados em conjunto.

Como não era possível medir diretamente o que cada pessoa procurava em um parceiro, o estudo usou a semelhança fenotípica como indicador. Foram consideradas características físicas, sociais e médicas observáveis. Os pesquisadores compararam casais reais com um cenário simulado de relacionamentos escolhidos de forma aleatória.

Nesse cenário, as mães foram mantidas e cada pai foi substituído por um homem escolhido aleatoriamente entre pessoas com idade e local de nascimento semelhantes aos da mãe. Cada casal fictício recebeu um filho simulado com a mesma idade da criança real. Os resultados reais foram comparados com a média de 1.000 populações simuladas.

Risco para os filhos

Os casais reais tiveram taxas mais altas de transtornos psiquiátricos do que as observadas no modelo de acasalamento aleatório e transmitiram mais riscos aos filhos. A escolha não aleatória de parceiros aumentou a prevalência geral desses transtornos em 1,8% e elevou em 12,5% a hereditariedade familiar, definida no estudo como o risco transmitido aos filhos.

Os pesquisadores afirmam que ainda querem verificar se os resultados se repetem em outras populações. A expectativa é que a identificação do agrupamento de transtornos psiquiátricos nas famílias possa contribuir para reconhecer mais cedo aquelas em risco e desenvolver ações de prevenção e apoio mais direcionadas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5