São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Anvisa manda apreender dois lotes de Ocrevus com entrada irregular no Brasil

Medida também proíbe venda, distribuição e transporte dos lotes e recolhe medicamentos manipulados pela ICT Farmacêutica.

Anvisa manda apreender dois lotes de Ocrevus com entrada irregular no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. A proibição envolve os lotes H7953B14 e H7953B06, que não eram destinados ao Brasil e entraram no país de forma irregular.

A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União. Além da apreensão, a Anvisa proibiu o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte dos produtos. A agência reforçou que a medida vale somente para os dois lotes.

Distribuição por empresa não autorizada

De acordo com a Anvisa, os medicamentos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. A empresa não tem autorização para atuar no mercado farmacêutico, o que inclui distribuir, comercializar ou importar medicamentos. A Autorização de Funcionamento (AFE) da companhia está inativa desde outubro de 2025.

O Ocrevus teve o registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para pacientes com formas recorrentes de esclerose múltipla e com esclerose múltipla progressiva primária.

A agência informou que os produtos foram fabricados regularmente pela empresa responsável pelo registro, mas eram destinados a outros países. Por isso, não é possível assegurar que as condições sanitárias de conservação e integridade tenham sido mantidas durante toda a cadeia de distribuição até a entrada no Brasil.

A Laf Med já havia sido autuada pela distribuição de medicamentos falsificados, segundo a Anvisa. O caso foi encaminhado às autoridades policiais.

Recolhimento de manipulados

A mesma resolução determinou o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela ICT Farmacêutica Ltda. entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026. Também foram suspensas a venda, a distribuição, a manipulação e a divulgação desses produtos.

A Anvisa apontou falhas críticas em instalações, sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, esterilização, filtração, recipientes e no sistema de garantia da qualidade. Segundo a agência, os problemas comprometem a esterilidade, a qualidade, a segurança e a eficácia das preparações manipuladas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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