São Bernardo do Campo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Saúde

Como reconhecer o infarto em mulheres e reduzir atrasos no atendimento

Sintomas podem incluir dor no peito, falta de ar, náusea e cansaço incomum; prevenção envolve acompanhar o risco ao longo da vida.

Como reconhecer o infarto em mulheres e reduzir atrasos no atendimento

O infarto pode aparecer de maneiras diferentes nas mulheres, e isso contribui para que os sinais nem sempre sejam reconhecidos rapidamente. Dor ou pressão no peito continua sendo um alerta central, mas também podem surgir falta de ar, suor frio, náusea, cansaço incomum e desconforto nas costas, no pescoço, na mandíbula ou na parte superior do abdome.

Os sinais que exigem atenção

A dor torácica pode ser percebida como peso, aperto ou pressão. Quando esses sintomas são atribuídos à ansiedade, ao refluxo, ao estresse ou a problemas musculares, a busca por atendimento pode ser adiada. Em um infarto, o tempo sem restabelecer o fluxo de sangue aumenta a possibilidade de lesão cardíaca, insuficiência cardíaca, arritmias e morte.

Um estudo populacional publicado em 2023 identificou que mulheres atendidas com dor no peito tiveram menor probabilidade de receber várias medidas recomendadas pelas diretrizes, antes e depois da chegada ao hospital. Entre as pacientes com infarto com elevação do segmento ST, a mortalidade foi maior.

Nem todos os casos acontecem por causa do rompimento de uma placa de colesterol que bloqueia uma artéria coronária. Mulheres, especialmente as mais jovens, apresentam proporcionalmente mais infartos sem obstruções coronarianas importantes. Elas também são mais afetadas pela dissecção espontânea da artéria coronária, uma alteração na parede do vaso que prejudica a passagem do sangue.

O que os dados revelam

Em 2021, cerca de 254 milhões de pessoas viviam com doença isquêmica do coração no mundo. As mulheres representavam aproximadamente 43% desse total. Análises do Global Burden of Disease indicam que a diferença entre os sexos na incidência e na prevalência diminuiu nas últimas décadas.

No Brasil, o Sistema de Informações sobre Mortalidade do DATASUS registrou 66.907 mortes por infarto entre mulheres com menos de 60 anos, de 2015 a 2024. Foram 6.620 mortes em 2021, 6.725 em 2022, 6.476 em 2023 e 6.247 em 2024.

Em média, as mulheres desenvolvem doença coronariana e têm o primeiro infarto mais tarde que os homens, em parte pela proteção cardiovascular associada à vida reprodutiva. Depois da menopausa, hipertensão, alterações do colesterol, gordura abdominal, resistência à insulina e diabetes ganham relevância. O envelhecimento altera o perfil de risco, mas não faz com que o infarto seja inevitável.

Prevenção durante toda a vida

A avaliação do risco deve considerar informações da história feminina, como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, hipertensão na gravidez, menopausa precoce, doenças autoimunes, tratamento contra câncer e histórico familiar de infarto prematuro. Esses antecedentes podem exigir um acompanhamento mais atento.

Colesterol, pressão, glicemia e peso mudam com o passar dos anos. Por isso, um único exame não garante proteção prolongada. A prevenção deve começar antes da menopausa e continuar durante a vida adulta.

Conhecer a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, não fumar, praticar atividade física, cuidar da alimentação e do peso, levar em conta o histórico da gravidez e procurar atendimento rapidamente diante de sintomas suspeitos são medidas decisivas. Em uma emergência, cada minuto conta.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5