O câncer de mama também pode atingir mulheres jovens, embora a incidência aumente com o envelhecimento e a maioria dos casos seja registrada depois dos 50 anos. O alerta é do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), que reforça, durante o Outubro Rosa, a importância de reconhecer sinais e buscar diagnóstico precoce.
A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 78.610 novos casos da doença por ano no Brasil no triênio 2026-2028. O cálculo representa um risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres. O câncer de mama é o tipo mais incidente entre as brasileiras, quando não são considerados os tumores de pele não melanoma.
Sinais que precisam de avaliação
Entre as alterações que devem ser investigadas estão o surgimento de nódulo na mama, mudanças na pele, retração do mamilo, saída espontânea de secreção pelo mamilo e aumento de linfonodos na região das axilas.
A presença de um nódulo não significa necessariamente que exista câncer. Mesmo assim, alterações novas ou persistentes precisam ser avaliadas por um profissional de saúde. A mastologista e coordenadora do Centro de Mama do Imip, Marcia Pedrosa, afirma que é necessário diferenciar a mamografia de rastreamento da investigação de uma alteração clínica.
“Nem todo nódulo é câncer, mas todo sinal suspeito precisa ser avaliado”, explica Marcia.
O rastreamento segue recomendações relacionadas à idade e aos fatores de risco. Já sinais ou sintomas suspeitos devem ser investigados independentemente da faixa etária.
Hábitos e atendimento especializado
A prática de atividade física, a prevenção do excesso de peso e a redução do consumo de álcool estão entre as medidas relacionadas ao estilo de vida que podem contribuir para diminuir fatores de risco modificáveis. O Imip ressalta, porém, que não é possível eliminar completamente o risco da doença.
O instituto é o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) de Pernambuco. Na área de mastologia, realiza cerca de 1.500 atendimentos por mês e mais de 10 mil mamografias por ano, com assistência especializada e equipe multidisciplinar.
Para Marcia Pedrosa, o Outubro Rosa deve ampliar o acesso à informação e estimular o acompanhamento da saúde das mamas durante todo o ano. A identificação e a investigação precoces aumentam as possibilidades de oferecer o tratamento adequado no momento certo.








