São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Raiva: saiba como ocorre a transmissão e o que fazer após contato

Lavar o ferimento com água e sabão e buscar atendimento são medidas indicadas após mordida, arranhadura ou lambedura de animal.

Raiva: saiba como ocorre a transmissão e o que fazer após contato

O Dia Mundial Contra a Raiva, celebrado nesta segunda-feira (28), reforça a importância da vacinação de cães, gatos e outros mamíferos. A doença é uma infecção viral aguda, com alto índice de letalidade, que continua circulando entre animais e pode atingir seres humanos.

A raiva é causada por vírus do gênero Lyssavirus e é uma zoonose. A transmissão ocorre pelo contato direto com animais infectados, por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura. Cachorros, gatos, roedores, morcegos e animais silvestres, como macacos, raposas e saguis, estão entre os mamíferos que podem transmitir o vírus.

Em janeiro de 2025, uma mulher de 56 anos morreu após ser mordida por um sagui em Santa Maria do Cambucá, no Agreste de Pernambuco. Esse foi o primeiro caso registrado no estado após oito anos.

O que fazer após o contato

A primeira medida é lavar muito bem o ferimento com bastante água e sabão. Depois, a pessoa deve procurar um profissional de saúde. O atendimento vai avaliar a necessidade de vacina, soro ou imunoglobulina antirrábica, conforme o tipo de contato, o ferimento e o animal envolvido.

De acordo com o médico infectologista Cleiton Ramos, do Hospital Jayme da Fonte, as medicações são usadas nas exposições de maior risco, quando é necessária proteção imediata. A vacina estimula o organismo a produzir anticorpos, enquanto os anticorpos prontos são aplicados principalmente no ferimento e ao redor dele.

O animal também deve ser observado quando isso for possível. Se ele desaparecer, a pessoa precisa retornar imediatamente ao serviço de saúde. Quando não há como acompanhar o animal, pode ser necessário iniciar ou completar a prevenção contra a raiva.

Sintomas e prevenção

Os sintomas aparecem quando o vírus atinge o sistema nervoso central. No início, podem surgir febre, mal-estar, dor de cabeça e alterações de sensibilidade no local da mordida. Depois, podem ocorrer agitação, confusão mental, espasmos e dor ao tentar beber água, quadro conhecido como hidrofobia. A evolução pode incluir alterações neurológicas e coma.

Não existe tratamento eficaz capaz de curar a doença, e praticamente todos os pacientes evoluem para óbito. Uma exceção ocorreu em 2008, quando Marciano Menezes da Silva, adolescente de Floresta, no Sertão de Pernambuco, sobreviveu após ser mordido por um morcego. Tratado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife, ele deu origem ao chamado Protocolo de Recife, que combina antivirais, medicamentos anti-inflamatórios, traqueostomia precoce e suporte intensivo com fisioterapia e fonoaudiologia.

No Recife, o Dia D da vacinação será no próximo dia 7 de novembro. A cidade também iniciou uma pré-campanha em áreas estratégicas mais afastadas do centro, com o objetivo de formar um cinturão imunológico em torno das zonas urbanas. Nesta segunda-feira, das 8h às 13h, haverá vacinação em sistema drive-thru no Parque Urbano da Macaxeira, no bairro da Macaxeira, sem necessidade de sair do veículo.

A campanha segue até dezembro em locais com baixa cobertura vacinal, conforme a necessidade de cada Distrito Sanitário. Tutores com mais de quatro animais podem solicitar a vacinação pelo aplicativo Conecta Recife. Para quem tem mais de dez animais, o contato pode ser feito pelo WhatsApp, no número (81) 3355-7712.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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