RIO DE JANEIRO — Uma adolescente de 17 anos continua internada após apresentar complicações depois do parto na Maternidade municipal Leila Diniz, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A família afirma que ela passou a usar uma bolsa de colostomia após uma cirurgia de reconstrução dos canais vaginal e intestinal.
O bebê nasceu em 1º de setembro, depois de a jovem permanecer 22 horas em trabalho de parto. A mãe afirma que havia recomendação de cesariana porque a filha teve diabetes gestacional. A Secretaria municipal de Saúde, porém, informou que não havia indicação do procedimento e que o parto normal ocorreu sem intercorrências imediatas, conforme a maternidade.
Relato da família
Segundo a mãe, a adolescente teve uma laceração grave e recebeu mais de 70 pontos depois de sofrer uma hemorragia. A cirurgia de reconstrução dos canais vaginal e intestinal apresentou complicações. A família acusa a unidade de violência obstétrica.
Após a alta, as dores aumentaram. No dia 8, a família voltou ao hospital por suspeitar que um ponto tivesse rompido. De acordo com o relato da mãe, uma médica disse que a situação era normal e prescreveu um spray para a região pélvica. No dia 11, a jovem foi atendida em uma Clínica da Família e recebeu antibióticos, mas não houve melhora.
Com o agravamento do quadro, mãe e filha retornaram à maternidade no dia 18. A Secretaria municipal de Saúde informou que, 17 dias depois do parto, a paciente voltou à unidade com sinais de uma complicação que pode ocorrer.
A mãe relatou que a filha teve hemorragia depois do nascimento e foi levada ao centro cirúrgico. Segundo ela, a médica informou que a adolescente recebeu de 78 a 80 pontos e que a laceração era de nível 3.
Posicionamento da maternidade
O hospital afirmou que lamenta o ocorrido e que a mãe foi acolhida pela coordenação médica, que prestou esclarecimentos sobre a complicação, o tratamento e o acompanhamento depois da alta.
A mãe também disse que procurou uma delegacia no sábado, mas foi informada de que não poderia registrar o caso porque não havia crime. Ela afirmou ainda que a filha não recebeu atendimento psicológico e que tem chorado desde o ocorrido.








