São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Ipojuca apura aglomeração em torno de peixe-boi na Praia do Cupe

Imagens mostram guias e banhistas tocando e cercando o animal; prefeitura avalia medidas administrativas após identificar envolvidos.

Ipojuca apura aglomeração em torno de peixe-boi na Praia do Cupe

A Prefeitura de Ipojuca analisa imagens de uma aglomeração em torno de um peixe-boi na Praia do Cupe, ocorrida no último sábado (27). O objetivo é identificar as pessoas envolvidas, verificar como o episódio aconteceu e avaliar medidas administrativas.

A gestão municipal informou que recebeu denúncias e relatos sobre o caso. Vídeos mostram guias e banhistas próximos ao animal, tocando nele e dificultando sua movimentação. A prefeitura ainda não concluiu a identificação das pessoas que aparecem nas imagens.

Assim que foi avisada sobre a presença do peixe-boi, a administração mobilizou agentes ambientais e a equipe do Salva-mar. Os profissionais acompanharam a situação e levaram o animal para uma área considerada segura.

A Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano também apura as circunstâncias. "Após a apuração, adotará as medidas administrativas cabíveis e, se necessário, encaminhará o caso aos órgãos competentes", informou a prefeitura.

Orientação para observar o animal

O contato direto não é recomendado pelas orientações elaboradas pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A observação deve ocorrer a distância, sem tocar, alimentar, perseguir, cercar ou impedir o deslocamento do peixe-boi.

A prefeitura disse que faz o levantamento e o cadastramento dos prestadores de serviços turísticos por área de atuação. Sobre os guias vistos nas imagens, afirmou que ainda verifica quem são os envolvidos. Também declarou que o material recebido não confirma autorização ou credenciamento municipal específico para mergulho naquele ponto da Praia do Cupe.

O mergulho livre na região deve respeitar a fauna e os recifes, segundo a gestão. Os agentes ambientais atuam na fiscalização e no acompanhamento da área junto com o Salva-mar.

Riscos para o peixe-boi

O biólogo André Maia explicou que o peixe-boi é um mamífero e precisa sair da água para respirar. Por isso, impedir esse movimento pode levar o animal à asfixia. Nas imagens, pessoas aparecem apoiadas nele, como se fosse uma prancha, enquanto o animal permanece na água.

Maia também afirmou que o contato pode retirar a proteção natural da pele e deixá-la exposta a microrganismos, como bactérias, o que aumenta o risco de infecções. Segundo o biólogo, a ação humana sobre o meio ambiente contribuiu para a redução dos registros da espécie no litoral pernambucano.

"Animais silvestres são protegidos pela legislação ambiental. Então, você não pode ficar mexendo no animal", disse Maia.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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