São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Cirurgia robótica trata endometriose no tórax, diafragma e pelve

Raquel Togeiro passou por um procedimento de seis horas para remover lesões em três regiões do corpo.

Cirurgia robótica trata endometriose no tórax, diafragma e pelve

Raquel Togeiro, de 42 anos, passou por uma cirurgia robótica para tratar endometriose avançada no tórax, no diafragma e na pelve. O procedimento foi realizado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, e reuniu equipes especializadas em endometriose e cirurgia torácica.

A operação durou seis horas e começou pelo tórax. A equipe chefiada pelo cirurgião torácico Tiago Machuca removeu as lesões encontradas no tórax e no diafragma. Depois, o grupo liderado pelo ginecologista e pesquisador da endometriose Igor Chiminacio fez a etapa pélvica, com retirada de lesões e liberação de estruturas nervosas comprometidas.

Raquel está internada em recuperação pós-cirúrgica, com boa evolução.

Sintomas em diferentes regiões

A endometriose costuma ser associada à pelve, mas também pode atingir áreas menos comuns, como o diafragma e o tórax. Dor torácica repetida ou dor ao respirar durante a menstruação são sinais que merecem atenção.

No caso de Raquel, as primeiras manifestações apareceram na adolescência, com cólicas incapacitantes desde a primeira menstruação. Na vida adulta, os sintomas persistiram e se agravaram. Durante anos, uma dor recorrente no lado direito, abaixo das costelas, foi interpretada por ela como possível problema no fígado e levou a diferentes idas ao pronto-socorro. A causa estava na endometriose do diafragma.

A partir dos 38 anos, ela passou a sentir dor intensa ao respirar durante a menstruação. Nos últimos anos, a doença pélvica também provocou dor irradiada da virilha para a perna direita, seguindo o trajeto do nervo ciático.

As manifestações envolveram regiões pélvicas, abdominais, respiratórias, neurológicas e ortopédicas. Quando analisados separadamente, esses sintomas podem levar à avaliação por diferentes especialidades antes que a relação com a endometriose seja reconhecida.

“Quando a dor se repete em associação com o ciclo menstrual, inclusive no tórax ou ao respirar, a endometriose precisa entrar entre as hipóteses investigadas”, afirma Igor Chiminacio. O especialista também defende a hipótese de que a presença da doença em regiões distantes da pelve possa ter relação com o desenvolvimento embrionário, uma das linhas de investigação sobre a origem da endometriose.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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