São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Polícia investiga morte de estudante de Direito em cobertura de Fortaleza

Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta no prédio onde morava com o namorado e familiares dele; irmão afirma que ela estava grávida.

Polícia investiga morte de estudante de Direito em cobertura de Fortaleza

A Polícia Civil do Ceará investiga a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada no último dia 13 de setembro na cobertura do prédio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O irmão da jovem afirma que ela estava grávida, mas os exames que podem confirmar a gestação ainda não foram divulgados.

O que mostram as imagens

Câmeras de monitoramento registraram os últimos momentos de Isabelle. Ela chegou ao prédio às 17h58, com uma mala, passou pela portaria e foi recebida pelo namorado, João Munhoz Neto, de 33 anos. Os dois subiram de elevador até o apartamento, no 15º andar.

Às 18h31, Neto deixou o imóvel usando outra camiseta. Ele desceu até a portaria, conversou por alguns segundos com um funcionário e saiu do prédio. Às 19h12, Isabelle entrou sozinha no elevador, com o celular na mão, e seguiu para a cobertura, no 23º andar.

A perícia calcula que a morte ocorreu cerca de 1h30 depois, por volta das 20h40. Neto voltou ao condomínio de carro às 22h48, quando um veículo da Perícia Forense já estava no local.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que os exames identificaram lesões compatíveis com impacto contra o solo. Os testes laboratoriais tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.

A Polícia Civil declarou que realiza “uma série de diligências relacionadas às investigações”. Quatro pessoas foram ouvidas, e outras quatro devem prestar depoimento. O celular de Isabelle será periciado, assim como o telefone e um tablet da sogra, Sara Regina Alexandre Munhoz.

Neto e Sara não são tratados como suspeitos. A mãe dele foi localizada, mas ainda não foi divulgada uma linha de investigação para o caso.

Relatos da mãe e do irmão

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, contou que a filha conheceu Neto na primeira semana de estágio em um escritório de advocacia onde ele trabalhava. Segundo Isorlanda, poucos dias depois Isabelle disse que o chefe havia gostado do desempenho dela e a levado para trabalhar diretamente com ele. Dez dias após o início do estágio, a jovem contou que os dois estavam namorando.

Isorlanda afirmou que considerava a relação obsessiva e relatou que Neto tentou acompanhá-la durante um exame ginecológico. No dia da morte, segundo a mãe, Isabelle recebeu várias mensagens do namorado. A jovem havia reclamado de dores no pescoço e tomado um relaxante muscular. No fim da tarde, disse que iria à missa com Neto e a família dele.

Por volta das 19h, Isabelle teve o último contato com a mãe. Ela comentou sobre um frango que havia deixado na airfryer e, pouco depois, enviou a mensagem: “Mãe, eu te amo”. Isorlanda estranhou não receber uma mensagem de boa-noite, mas imaginou que a filha estivesse dormindo por causa do remédio.

A mãe só soube da morte no dia seguinte, depois de não conseguir falar com Isabelle ou Neto e ir até o condomínio. Segundo ela, a síndica contou o que havia acontecido. Isorlanda também afirmou que foi bloqueada pelo namorado e que nem ele nem os familiares dele foram ao velório ou ao enterro.

O irmão, Rafael Magalhães, disse que a família recebeu no domingo (20) a confirmação da gravidez por meio de dados do celular de Isabelle. Ele afirmou que os parentes não sabiam da gestação antes da morte e não soube informar de quantas semanas ela estaria.

Magalhães relatou ainda que Neto não gostava que Isabelle saísse sozinha para comprar comida durante o estágio e enviava dezenas de mensagens quando ela estava com a família. “A Isabelle não tinha a oportunidade de ficar com a família sem que estivesse sendo rastreada pelo próprio namorado”, afirmou.

O irmão disse que a família ainda não sabe como a morte ocorreu. De acordo com ele, inicialmente o caso foi tratado como suicídio, mas os parentes questionaram essa hipótese. Rafael também afirmou que a família teve acesso a informações que não pode divulgar para não prejudicar as investigações.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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