FORTALEZA — A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) informou nesta quarta-feira (23) que as análises preliminares apontam para uma precipitação voluntária na morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos. A universitária foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota.
O perito-chefe da Pefoce, Júlio Torres, afirmou que as câmeras registraram parte da trajetória da queda, mas não o instante em que Isabelle teria deixado o rooftop, uma espécie de terraço descoberto. Para ele, as imagens ajudam a sustentar a conclusão pericial apresentada até agora.
“A conclusão do nosso laudo pericial criminal, é que houve uma precipitação voluntária do rooftop [uma espécie de terraço descoberto]”, disse Júlio Torres em entrevista coletiva.
A perícia examinou imagens da área externa do condomínio e realizou investigações no apartamento em que Isabelle vivia. As apurações continuam para esclarecer o caso.
Prisão e investigação
Na terça-feira (22), a polícia prendeu João Munhoz Neto, namorado da jovem. A prisão preventiva foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), que mantém o caso sob sigilo e não informou a motivação.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) confirmou a prisão. O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.
Na segunda-feira (21), a Polícia Civil do Ceará realizou diversas oitivas. A defesa da família afirmou estar acompanhando presencialmente os trabalhos e disse que voltará a se manifestar quando as atividades previstas forem concluídas. A nota foi assinada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana e divulgada pela mãe da vítima, Isorlanda Caracristi.
A morte ganhou repercussão depois que Isorlanda publicou um vídeo na sexta-feira (18), no qual expôs a situação e cobrou justiça pela morte da filha. Segundo o relato da professora, o último contato com Isabelle ocorreu por duas mensagens no WhatsApp no começo da noite de domingo. Em uma delas, a jovem pediu que a mãe olhasse uma comida deixada na airfryer; na outra, escreveu: “Mãe, eu te amo”.
Depois disso, Isorlanda não recebeu novas respostas. Na manhã da segunda-feira (14), tentou falar com o namorado da filha por ligações e mensagens e descobriu que havia sido bloqueada. Ela soube da morte ao ir ao condomínio acompanhada do filho. A síndica informou aos familiares que Isabelle havia morrido na noite anterior.







