São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Celular roubado expõe esquema de tráfico e lavagem de dinheiro de R$ 250 milhões

Polícia Civil e MPRJ identificaram intermediário do tráfico, ligação com policial civil e envio de armas e drones.

Celular roubado expõe esquema de tráfico e lavagem de dinheiro de R$ 250 milhões

Um celular roubado em Fortaleza levou a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) a uma organização criminosa que, segundo as investigações, movimentou cerca de R$ 250 milhões com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A apuração também apontou a ligação de um policial civil com o grupo. O número do agente estava salvo na agenda de Laércio Isidoro do Nascimento Júnior, conhecido como Boss ou Gordão.

Como o celular revelou a rede

Laércio mantinha dois aparelhos: um para negociar drogas e outro para assuntos pessoais. O telefone usado nas transações foi roubado por um motociclista durante um assalto em um sinal de trânsito de Fortaleza.

Ao tentar recuperar o aparelho, Laércio passou a usar o celular pessoal. Segundo a polícia, esse era o único telefone com arquivos sincronizados na nuvem. Por esse número, ele continuou tratando de carregamentos de drogas e pediu ajuda a criminosos do Ceará. As conversas permitiram identificar integrantes e conexões da organização.

O promotor de Justiça Pablo Reis afirmou que Laércio atuava como intermediário entre grandes fornecedores e chefes de facções criminosas. “O Laércio é um matuto”, disse. No tráfico, matuto é o termo usado para essa função.

As agendas e conversas analisadas pelo MPRJ também confirmaram que Laércio era identificado pelo codinome Boss, palavra que significa chefe em inglês.

Investigação sobre policial

A Polícia Civil identificou o telefone de um policial civil na agenda do traficante. Os investigadores apontam que os dois fizeram viagens incompatíveis com a renda declarada do agente.

O corregedor-geral da Polícia Civil, Alexandre Capote, informou que o policial foi chamado para prestar esclarecimentos, mas ficou em silêncio. Uma das empresas ligadas a ele, segundo a investigação, teria sido usada para ocultar valores provenientes do tráfico.

A ligação entre o policial e Boss ajudou os investigadores a chegar a outros integrantes do grupo.

A investigação continua. A Polícia Civil identificou que a mesma estrutura logística usada para o tráfico de drogas também enviava fuzis e drones a traficantes do Rio de Janeiro e de outros três estados. O celular roubado em Fortaleza ainda não foi localizado.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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