São Bernardo do Campo, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Saúde

Padilha classifica impactos do clima como crise de saúde pública

Ministro alerta para a expansão da dengue, o aumento de doenças crônicas e os efeitos mais intensos do El Niño no Brasil.

Padilha classifica impactos do clima como crise de saúde pública

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (16) que os impactos das mudanças climáticas já representam uma crise de saúde pública no Brasil e no mundo. Durante uma coletiva de imprensa, ele defendeu a adaptação dos sistemas de saúde para lidar com o problema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada quatro mortes registradas no mundo tenha alguma relação com as mudanças climáticas, segundo Padilha. O ministro também citou a presença do mosquito Aedes aegypti no Reino Unido, país que não está entre os de clima tropical onde o vetor costuma ser encontrado.

Dengue e ondas de calor

O aumento da temperatura média pode contribuir para a expansão do mosquito transmissor da dengue no Sul do Brasil, inclusive no Rio Grande do Sul. Padilha afirmou que a doença tinha presença reduzida no estado.

As ondas de calor extremo também podem levar ao crescimento de doenças crônicas, entre elas as cardiovasculares. Para o ministro, os impactos exigem atenção contínua e preparação dos serviços de saúde.

Questionado sobre a resposta do Ministério da Saúde a eventos como as inundações que atingiram Porto Alegre e boa parte do território gaúcho em 2024, Padilha disse que o país está mais preparado hoje do que estava naquele período. Ele, porém, reforçou: “Mas todo cuidado é pouco”.

O ministro defendeu a manutenção do alerta e da vigilância em todas as regiões brasileiras, e não apenas no Sul. Dados do Ministério da Saúde indicam que os efeitos do El Niño devem ficar mais intensos no país a partir deste mês, em 2026.

O secretário-executivo adjunto do ministério, Nilton Pereira, afirmou que o Brasil atingiu um El Niño muito forte, com possibilidade de ser o mais intenso da série histórica. A previsão é que os efeitos registrados no país permaneçam pelo menos até março de 2027.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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