Domingo, 6 de setembro de 2026
Saúde

Pesquisa reaproveita baterias de carros elétricos na produção de fertilizantes

Técnica recuperou mais de 90% do lítio de baterias LFP e aproveitou nutrientes com potencial agrícola.

Pesquisa reaproveita baterias de carros elétricos na produção de fertilizantes
Foto: Canva/Bons Fluidos

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Milwaukee desenvolveram uma técnica para reaproveitar materiais de baterias usadas de carros elétricos na produção de fertilizantes. O método foi testado em baterias de fosfato de ferro-lítio, conhecidas como LFP, e pode dar uma nova utilidade aos resíduos desse tipo de componente.

A proposta combina a recuperação do lítio com o aproveitamento de outros elementos que permanecem na solução resultante do processo. Entre eles estão fósforo, potássio e nitrogênio, nutrientes usados na agricultura. Dessa forma, uma mesma bateria pode fornecer materiais para diferentes finalidades.

Como funciona

A técnica usa troca iônica, procedimento também aplicado em sistemas de tratamento de água. Resinas retiram o lítio presente na bateria e fazem a substituição por íons de hidrogênio ou potássio. Nos testes, mais de 90% do lítio foi recuperado.

O processo também pode ajudar a enfrentar uma dificuldade econômica da reciclagem de baterias LFP. Como os materiais usados nesses componentes são relativamente baratos, o custo da reciclagem tradicional pode ser maior que o valor dos itens recuperados. O uso dos resíduos como possível matéria-prima para fertilizantes acrescentaria valor à operação e reduziria a quantidade de material descartado.

A alternativa também é relevante porque alguns minerais usados na fabricação de fertilizantes têm forte dependência de importações nos Estados Unidos. Uma fonte diferente desses materiais poderia diminuir parte dessa necessidade.

Próximos testes

Até agora, o método foi avaliado apenas em laboratório. Algumas reações chegaram ao equilíbrio em aproximadamente 20 minutos, de acordo com o estudo. A próxima etapa prevê testes maiores e a comparação entre o fertilizante produzido a partir das baterias e produtos convencionais em uma área de cultivo de tomates.

O desempenho obtido no laboratório não garante que a técnica terá o mesmo resultado em escala agrícola. Os novos testes devem indicar se o reaproveitamento poderá avançar para uma aplicação comercial, conectando a reciclagem de baterias à produção agrícola.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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