São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Sindicalização fica estável no Brasil, mas cobertura encolhe em várias atividades

Taxa ficou em 8,8% em 2025, com 9,1 milhões de trabalhadores associados; transporte e indústria tiveram as maiores perdas desde 2012.

Sindicalização fica estável no Brasil, mas cobertura encolhe em várias atividades

A taxa de sindicalização no Brasil ficou em 8,8% em 2025, com 9,1 milhões de trabalhadores associados. O resultado é próximo dos 8,9% registrados em 2024, quando também havia 9,1 milhões de sindicalizados, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A sequência de quedas iniciada em 2014 foi interrompida após o aumento de 812 mil associados registrado no ano anterior. Entre 2024 e 2025, não houve variação estatisticamente significativa na associação sindical em nenhuma categoria de emprego ou grupo de atividade. A estabilidade apareceu tanto no setor público quanto no privado.

Onde a sindicalização mais caiu

Na comparação com 2012, a cobertura sindical diminuiu na maioria das atividades econômicas. A maior redução ocorreu em Transporte, armazenagem e correio, com queda de 12,4 pontos percentuais. Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais recuaram 9,9 pontos percentuais, assim como a Indústria geral. Já Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas teve diminuição de 9,6 pontos percentuais.

Em 2025, a maior taxa foi registrada em Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%. Administração pública, educação e saúde ficou em 14,6%, seguida pela Indústria geral, com 11,4%. As menores taxas foram observadas em Serviços domésticos, com 2,5%, Construção, com 3,6%, e Outros serviços, também com 3,6%.

Formalidade e escolaridade fazem diferença

Os empregados do setor público tiveram a maior taxa de sindicalização, de 18,4%. Entre os empregados do setor privado com carteira assinada, o índice foi de 11,3%. Os trabalhadores familiares auxiliares registraram 10,2%.

Nas ocupações informais, a adesão foi menor: 3,3% entre empregados do setor privado sem carteira assinada e 2,8% entre trabalhadores domésticos.

A escolaridade também esteve relacionada à sindicalização. A menor taxa, de 5,6%, apareceu entre trabalhadores com ensino fundamental completo e médio incompleto. A maior, de 13,5%, foi registrada entre aqueles com ensino superior completo. As faixas sem instrução ou com fundamental incompleto e com ensino médio completo ou superior incompleto tiveram taxas de 7,5% e 7,6%, respectivamente.

Entre os 9,1 milhões de sindicalizados, 38,2% tinham ensino superior completo e 37,7% tinham ensino médio completo ou superior incompleto. Os percentuais foram de 15,7% para trabalhadores sem instrução ou com fundamental incompleto e 8,4% para a faixa com ensino fundamental completo ou médio incompleto.

Por região, as taxas foram de 9,7% no Sul, 9,2% no Nordeste, 8,8% no Sudeste, 8,0% no Centro-Oeste e 7,0% no Norte. A taxa masculina ficou em 8,9%, e a feminina, em 8,7%. No Nordeste, a proporção de mulheres sindicalizadas foi de 9,6%, acima da registrada entre os homens, de 8,9%.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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