A prévia da inflação oficial voltou a subir em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) avançou 0,70%, depois de recuar 0,40% em agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25).
Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 4,47%, acima dos 4,24% registrados no período anterior. O resultado também superou o de setembro de 2025, quando o IPCA-15 havia subido 0,48%.
Energia elétrica puxa resultado
O grupo Habitação teve a maior variação e exerceu o principal impacto positivo sobre o índice no mês. A pressão veio principalmente da energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, após queda de 6,25% em agosto.
De acordo com o IBGE, a mudança está relacionada ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu. O valor havia sido creditado nas faturas emitidas no mês anterior e ajudado a reduzir os preços da energia em agosto.
O IPCA-15 acompanha a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias e é considerado uma antecipação da inflação oficial. A metodologia é semelhante à do IPCA, mas os dois índices têm diferenças na abrangência geográfica e no período de coleta. A pesquisa começa no dia 16 do mês anterior.
O levantamento considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Na abrangência geográfica, entram as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 23 de outubro.







