São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Banco Central vê impacto indireto limitado da alta do petróleo na inflação

BC diz que preços ao consumidor já sentem o petróleo, mas ainda não há repasse amplo nem pressão atípica sobre salários.

Banco Central vê impacto indireto limitado da alta do petróleo na inflação

O Banco Central informou nesta quinta-feira (24) que a alta recente do petróleo já chegou aos preços ao consumidor, mas ainda não gerou efeitos indiretos significativos sobre a inflação brasileira.

A avaliação considera relatos de empresários de vários setores, que enfrentam dificuldades para repassar totalmente o aumento dos custos aos preços finais. O BC também não identificou repasses expressivos em áreas menos dependentes do petróleo nem pressão fora do padrão sobre os salários dos trabalhadores.

Política de juros e expectativas

Nas manifestações oficiais, a autoridade monetária afirmou que não pretende reavaliar a política de juros por causa de choques diretos e temporários ligados ao conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, disse que vai agir com firmeza para evitar que o aumento dos preços se transforme em uma pressão inflacionária permanente.

O Banco Central mantém uma postura cautelosa diante da piora das expectativas de inflação no mercado financeiro desde o início do conflito. A preocupação ocorre em um cenário de atividade econômica aquecida e de inflação projetada perto do limite superior da meta.

“Os riscos de propagação não podem ser descartados”, registrou o documento do BC. A instituição afirmou que continuará acompanhando a evolução do choque sobre o petróleo e seus derivados, além de procurar sinais de efeitos de segunda ordem na economia.

Até o momento, os dados analisados pelo BC não indicam uma propagação generalizada da alta do petróleo para outros preços. A autoridade, porém, mantém o monitoramento dos custos, dos repasses e das expectativas inflacionárias.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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