São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Fazenda reduz previsão de crescimento do PIB para 2% em 2026

Estimativa de inflação para 2026 caiu de 5,1% para 4,9%, enquanto projeção para 2027 subiu para 3,8%.

Fazenda reduz previsão de crescimento do PIB para 2% em 2026

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. A nova estimativa foi divulgada nesta terça-feira (22) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), na edição de setembro do Boletim Macrofiscal.

A revisão indica uma perda de 0,3 ponto percentual em relação à projeção anterior. De acordo com a Fazenda, os setores de serviços e indústria devem ter desempenho mais fraco. A agropecuária, por outro lado, deve compensar parte da desaceleração.

Juros e atividade econômica

A projeção foi atualizada em um cenário de menor ritmo da atividade, associado à política monetária restritiva. A taxa Selic está em 13,75% ao ano.

O Banco Central também apontou nesta terça-feira os efeitos dos juros elevados sobre o consumo e o crédito. Para a Fazenda, o impacto da política monetária sobre a demanda doméstica está entre os fatores que justificam a revisão do crescimento.

A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2027 também caiu, de 2,5% para 2,3%.

Inflação tem previsões diferentes para cada ano

Para 2026, a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,1% para 4,9%. A Fazenda relacionou a mudança aos preços observados em julho, que ficaram abaixo da expectativa, com destaque para alimentação no domicílio e serviços.

Também pesaram na revisão a manutenção de uma política monetária contracionista pelo Banco Central e a possibilidade de uma atividade econômica mais fraca no segundo semestre.

Para 2027, a projeção de inflação aumentou de 3,6% para 3,8%. A equipe econômica incluiu nesse cálculo os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño sobre a produção agrícola. Mudanças no clima podem afetar as safras e influenciar os preços dos alimentos.

Publicado a cada dois meses, o Boletim Macrofiscal reúne projeções de curto e médio prazo usadas pelo governo federal no acompanhamento da economia e no processo orçamentário. A edição foi apresentada pela secretária de Política Econômica, Débora Freire, e por integrantes da equipe da Fazenda.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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