WOLFSBURG — O novo ID. Polo já soma mais de 40.000 pedidos e tem fila de espera de quase 10 meses na Europa. O desempenho levou a Volkswagen a redirecionar parte da produção na Alemanha, com cancelamento de turnos extras previstos para carros a gasolina e diesel.
A principal fábrica do grupo, em Wolfsburg, também teve a meta anual revista: o plano, que deveria superar as 600.000 unidades, passou para cerca de 580.000 veículos. A unidade é historicamente sustentada pelos volumes de Golf e Tiguan.
A mudança ocorre enquanto outras fábricas da montadora trabalham em ritmo mais alto. Em Emden, foram acrescentados pelo menos dois turnos extras para a produção do sedã e da perua ID.7. Já a fábrica de Zwickau elevou o ritmo do hatch ID.3 renovado.
Elétricos ganham espaço
Produzido em Martorell, na Espanha, o ID. Polo é montado ao lado dos modelos Skoda Epiq e Cupra Raval. O hatch subcompacto parte de 24.995 euros, cerca de R$ 147.470 no câmbio direto, e traz bateria de 37 kWh, com autonomia de 334 km no ciclo WLTP.
O movimento também aparece no ID. Cross, equivalente elétrico do T-Cross. O modelo partiu de 27.995 euros, ou R$ 165.170, na Alemanha.
Apesar do aumento no volume de vendas, os elétricos ainda rendem margens de lucro menores que as de veículos a combustão de mesmo porte. A situação dificulta as finanças da matriz durante o corte de custos. O texto relaciona o avanço das vendas ao preço mais agressivo e ao aumento dos combustíveis.
Na produção, os carros elétricos usam menos componentes mecânicos e, por isso, exigem menos mão de obra. A substituição direta dos modelos a combustão nas linhas alemãs pode gerar capacidade ociosa e demissões.
A pressão sobre as fábricas tradicionais deve continuar com a chegada de um elétrico ainda mais barato no ano que vem, cotado para se chamar ID. up!. A previsão é que as novas gerações elétricas do Golf e do T-Roc entrem na linha de montagem de Wolfsburg até o fim da década.







