São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto, menor nível desde 2012

Taxa caiu 0,3 ponto porcentual em relação aos dois períodos de comparação, segundo o IBGE.

Desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto, menor nível desde 2012

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026. É o menor resultado para um trimestre encerrado em agosto desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (29). A taxa recuou 0,3 ponto porcentual em relação ao trimestre móvel encerrado em maio, quando estava em 5,6%. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, também houve queda de 0,3 p.p., ante uma taxa de 5,6%.

Contratações e entrada no mercado

O analista do IBGE William Kratochwill afirmou que o período costuma registrar aumento da ocupação por fatores sazonais, como a elevação das contratações na indústria e no comércio. As exceções, segundo ele, foram os períodos da pandemia e da recessão de 2014-2015.

Kratochwill disse que o desemprego está próximo do menor nível de toda a série histórica. Por isso, as quedas tendem a ser menores. “Não podemos falar em perda de fôlego porque a taxa está em ponto muito baixo, próximo ao recorde de todas as séries”, afirmou.

A população desocupada somou 5,8 milhões de pessoas no trimestre de junho a agosto. É o menor contingente desde o trimestre encerrado em novembro de 2025, quando havia 5,6 milhões de pessoas nessa situação.

Para o analista, o principal fator por trás do resultado foi o aumento das contratações e da entrada de pessoas no mercado de trabalho como empregadores ou trabalhadores por conta própria. “grande motor” foi a expressão usada por Kratochwill para descrever esse movimento.

Ele explicou que quem entra no mercado pode vir da desocupação, estar fora da força de trabalho ou começar diretamente em uma ocupação. No trimestre analisado, mais pessoas passaram a trabalhar do que ingressaram na desocupação ou saíram da força de trabalho.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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