São Bernardo do Campo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Finanças

Produção industrial cai 0,6% em agosto, mas acumula alta de 0,8% no ano

Queda mensal atingiu as quatro grandes categorias econômicas, enquanto produção acumulada de janeiro a agosto avançou 0,8%.

Produção industrial cai 0,6% em agosto, mas acumula alta de 0,8% no ano

A produção industrial brasileira caiu 0,6% em agosto de 2026 na comparação com julho. O resultado interrompeu a alta de 0,1% registrada no mês anterior. Na comparação com agosto de 2025, a retração foi de 1,2%, acima da queda de 0,5% observada em julho de 2026, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com os recuos recentes, a indústria acumulou crescimento de 0,8% entre janeiro e agosto de 2026. No período de 12 meses, o avanço foi de 0,6%.

Resultado de agosto

A queda mensal alcançou as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos pesquisados. Os principais impactos negativos vieram da fabricação de produtos do fumo, que recuou 23,4%; de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com baixa de 5,5%; e das indústrias extrativas, que diminuíram 0,7% pelo quarto mês consecutivo.

Também registraram perdas equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Entre os nove segmentos que cresceram, a fabricação de produtos alimentícios teve alta de 1,0% e foi a principal influência positiva. Produtos diversos avançaram 8,4%, enquanto produtos químicos subiram 0,9% e metalurgia, 0,8%.

Por categoria econômica, bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,7%, e bens de consumo duráveis recuaram 1,0%. Bens de capital tiveram baixa de 0,6%, e bens intermediários, de 0,2%. A média móvel trimestral caiu 0,7% no trimestre encerrado em agosto.

Comparação com agosto de 2025

No confronto anual, a queda de 1,2% foi registrada em 17 dos 25 ramos, 48 dos 80 grupos e 54,2% dos 789 produtos analisados. Agosto de 2026 teve 21 dias úteis, a mesma quantidade de agosto do ano anterior.

Os maiores impactos negativos vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-22,3%), máquinas e equipamentos (-8,0%) e produtos químicos (-3,8%). Confecção de artigos do vestuário e acessórios caiu 10,6%, enquanto produtos diversos recuaram 11,6% e impressão e reprodução de gravações, 18,0%.

Entre os oito setores que cresceram na comparação anual, destacaram-se veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 6,6%, e indústrias extrativas, com avanço de 2,4%. Máquinas, aparelhos e materiais elétricos subiram 9,1%; metalurgia, 3,7%; bebidas, 4,4%; e produtos de madeira, 11,3%.

Bens de consumo semi e não duráveis tiveram a maior queda entre as categorias, de 4,5%. Bens de capital recuaram 4,1%, enquanto bens intermediários cresceram 0,1% e bens de consumo duráveis avançaram 2,8%.

Acumulado do ano

Entre janeiro e agosto de 2026, duas das quatro grandes categorias econômicas tiveram alta. As indústrias extrativas cresceram 6,1%, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis avançaram 3,1%, e veículos automotores, reboques e carrocerias subiram 5,8%. Bebidas tiveram alta de 2,3%, e metalurgia, de 1,1%.

Máquinas e equipamentos recuaram 7,8%, e produtos químicos caíram 3,5%. Também registraram perdas confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,8%), produtos de metal (-2,8%) e produtos têxteis (-4,2%).

No acumulado dos oito primeiros meses, bens de consumo duráveis cresceram 2,1%, e bens intermediários, 1,6%. Bens de consumo semi e não duráveis ficaram estáveis, com 0,0%. Bens de capital tiveram a única taxa negativa entre as categorias, com queda de 5,3%.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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