São Bernardo do Campo, Sábado, 3 de outubro de 2026
Finanças

Descoberta no poço Morpho leva Petrobras a novo recorde na B3

A estatal encerrou a sexta-feira (2) avaliada em R$ 700,08 bilhões, após anunciar petróleo na Margem Equatorial.

Descoberta no poço Morpho leva Petrobras a novo recorde na B3

A Petrobras fechou a sexta-feira (2) com valor de mercado de R$ 700,08 bilhões na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. O resultado estabeleceu um novo recorde para a companhia, que também teve alta nas duas classes de ações negociadas: 2,81% nos papéis preferenciais e 3,25% nos ordinários.

A valorização ocorreu no mesmo dia em que a empresa comunicou uma descoberta de petróleo em águas ultraprofundas. O achado foi feito no poço Morpho, na Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas, área da Margem Equatorial brasileira. É a segunda descoberta de petróleo no poço.

Projeções para a região

Durante uma coletiva de imprensa, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o resultado amplia as expectativas de criação de uma nova fronteira exploratória no país.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, calcula que a Bacia da Foz do Amazonas tenha potencial de recuperação de até 10 bilhões de barris de óleo equivalente. A medida considera, em conjunto, volumes de petróleo e metros cúbicos de gás natural.

Com o avanço registrado na sexta-feira, a Petrobras acrescentou R$ 20,9 bilhões ao valor de mercado em apenas um pregão. Ao longo de 2026, a companhia já havia alcançado marcas recordes em 15 de setembro, com R$ 692,35 bilhões; em 14 de abril, com R$ 680,10 bilhões; e em 30 de março, com R$ 677,24 bilhões.

Entre janeiro e setembro, a soma da valorização de mercado com dividendos e juros sobre capital próprio representou cerca de 185% em dólar na geração de valor. A Petrobras informou que o resultado ficou acima dos registrados por Chevron (138%), ExxonMobil (138%), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%).

Pedido de suspensão na Justiça

Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal voltou a pedir a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para explorar petróleo na Bacia da Foz do Amazonas. Protocolada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a ação solicita a interrupção imediata de perfuração ou teste no bloco marítimo FZA-M-59.

O MPF citou um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar, ocorrido durante a operação de uma sonda em janeiro deste ano. Também apontou a falta de consulta prévia, livre e informada a povos indígenas e comunidades quilombolas e de pescadores artesanais do Amapá e do Pará, prevista na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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