São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Margem Equatorial

Petrobras planeja iniciar as perfurações em janeiro, após concluir as atividades no poço Morpho, previstas para outubro.

Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Margem Equatorial

A Petrobras recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ampliar a exploração de petróleo na Margem Equatorial. A estatal planeja iniciar em janeiro a perfuração de três novos poços exploratórios na região.

A previsão foi apresentada por Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras. Os trabalhos devem começar depois da conclusão das atividades ligadas ao poço Morpho, prevista para outubro. O Ibama concedeu a autorização em setembro.

Por que a área é estratégica

A Margem Equatorial se estende pelo litoral das regiões Norte e Nordeste e é considerada pela Petrobras uma das principais fronteiras exploratórias do país. A companhia vê a área como estratégica para repor reservas de petróleo.

O interesse também está relacionado às grandes descobertas feitas nos últimos anos na Guiana e no Suriname. Essas descobertas transformaram a faixa do Atlântico em uma nova fronteira mundial da indústria petrolífera.

A perfuração exploratória servirá para ampliar o conhecimento geológico da região, verificar se existem reservas comercialmente viáveis e dimensionar o potencial antes de uma eventual decisão sobre produção de petróleo em larga escala.

Exploração envolve debate ambiental

A expansão das atividades ocorre em uma área que reúne ecossistemas sensíveis. Por isso, o licenciamento envolve estudos técnicos, exigências ambientais e discussões entre a Petrobras, o Ibama, o governo federal, pesquisadores e organizações ambientalistas.

A Petrobras afirma que a exploração pode ser realizada com segurança e controle ambiental. Organizações ambientalistas defendem cautela diante de possíveis impactos ecológicos e dos compromissos brasileiros relacionados à transição energética e à redução das emissões de gases de efeito estufa.

A Margem Equatorial faz parte da estratégia de longo prazo da companhia para encontrar novas reservas que possam, no futuro, compensar o declínio natural dos campos atualmente em produção. O início previsto para janeiro será mais uma etapa para avaliar o potencial petrolífero da região e seu possível papel no futuro energético do Brasil.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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