O dólar à vista fechou a terça-feira em leve queda de 0,08%, cotado a R$5,1040. A moeda oscilou em margens estreitas ao longo do dia, com os investidores atentos ao cenário externo, ao noticiário eleitoral e à ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
No acumulado do ano, o dólar passou a registrar baixa de 7,01%. O contrato futuro para outubro, atualmente o mais negociado no mercado brasileiro, recuava 0,21% às 17h03, negociado a R$5,1115 na B3.
Selic e cenário doméstico
Na ata, o Copom defendeu a manutenção do nível restritivo da taxa básica de juros, atualmente em 13,75%. O documento citou a pressão da demanda, apesar do arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação.
“Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda”, afirmou o Banco Central.
A economista-chefe da SulAmerica Investimentos, Natalie Victal, mencionou um “ganho de convicção na desaceleração da atividade”. Já Yihao Lin, da Genial Investimentos, avaliou que a ata mostrou confiança do Copom no processo de desinflação.
A possibilidade de um novo corte da Selic em novembro, para 13,50%, também esteve no radar. Ao mesmo tempo, os investidores consideraram a chance de novos aumentos de juros nos Estados Unidos, onde a taxa está na faixa de 3,75% a 4,00%. A combinação pode reduzir a diferença entre os juros dos dois países e alterar o fluxo de investimentos para o Brasil.
Exterior e eleições
O dólar chegou à máxima intradia de R$5,1365, alta de 0,58%, às 9h23. Depois, perdeu força gradualmente e atingiu a mínima de R$5,0976, queda de 0,20%, às 16h35, antes de voltar para perto da estabilidade.
O movimento ocorreu em meio à expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Donald Trump disse acreditar que um acordo só ocorreria depois das eleições legislativas norte-americanas, em novembro. Ele também afirmou que poderia “aniquilar a República Islâmica” caso não houvesse um acordo de paz.
No Brasil, uma pesquisa Quaest mostrou Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 41% de Luiz Inácio Lula da Silva. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, os dois aparecem em empate técnico.
No exterior, o índice do dólar subia 0,10%, a 100,520, às 17h06. No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para 1º de outubro.






