A Petrobras e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) assinaram dois contratos para comercializar o gás natural pertencente à União e produzido no pré-sal da Bacia de Santos. As operações somam R$ 2,9 bilhões e terão vigência entre 2027 e 2029.
O modelo reúne a compra do gás ainda não processado e a venda posterior do produto tratado. A Petrobras comprará o gás da PPSA na saída das plataformas e fornecerá à empresa um volume fixo de gás processado.
Compra do gás não processado
O primeiro contrato tem valor de R$ 1,2 bilhão. O gás virá dos campos de Tupi, Sapinhoá, Búzios, Sépia, Atapu e Itapu, todos no pré-sal da Bacia de Santos.
A quantidade anual poderá ficar entre 584 milhões e 1,058 bilhão de metros cúbicos. O preço por unidade energética será ligado à cotação internacional do petróleo Brent.
A vigência começará em 1º de janeiro de 2027 e poderá se estender até 31 de dezembro de 2029. A PPSA poderá encerrar esse contrato mediante aviso prévio, sem aplicação de penalidades.
Venda do gás tratado
O segundo acordo prevê que a Petrobras venda à PPSA gás natural processado na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí (UTGITB), no Rio de Janeiro. O contrato é avaliado em R$ 1,7 bilhão e estabelece a entrega diária de 1,1 milhão a 1,8 milhão de metros cúbicos.
O fornecimento deve começar em 1º de março de 2027 e poderá continuar até o final de 2029. Nesse contrato, o preço terá como referência o Henry Hub, índice usado no mercado dos Estados Unidos para o gás natural, além de uma parcela fixa.
A Petrobras informou que os valores foram definidos a partir de estudo da área de Inteligência de Mercado e Energia da companhia e de acordo com seus padrões internos de precificação.
Os contratos foram ofertados em conjunto e estão vinculados. Se o acordo de compra do gás não processado for encerrado, o contrato de venda do produto processado à PPSA também terminará.
A operação ocorre depois de o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar uma resolução que reorganiza a comercialização do gás natural da União e permite à PPSA realizar leilões de curto e longo prazo. Para o Ministério de Minas e Energia, as regras podem reduzir em mais de 50% o custo do insumo. O plano do governo prevê que o gás chegue à indústria brasileira por aproximadamente US$ 5 por milhão de BTU.







