São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Venezuela enfrenta falta de recursos e estrutura para ampliar produção de gás

Empresas apontam financiamento limitado, equipamentos parados e entraves políticos como barreiras para o avanço do setor venezuelano.

Venezuela enfrenta falta de recursos e estrutura para ampliar produção de gás

A Venezuela enfrenta dificuldades para aumentar a produção e as exportações de gás por causa do baixo financiamento, da infraestrutura precária e da falta de acordos políticos. Os obstáculos foram apontados por representantes de empresas do setor durante a Cúpula Internacional de Petróleo e Gás da Venezuela (VIOGS 2026).

O governo venezuelano fechou acordos recentes com empresas nacionais e estrangeiras para desenvolver campos de gás e ampliar as exportações. A iniciativa ocorre depois de anos de estatização que, segundo empresários e executivos reunidos no evento, frearam o desenvolvimento da indústria durante o chavismo.

A presidente interina Delcy Rodríguez diz que o país avança para se consolidar como uma potência gasífera. A meta também havia sido defendida por Nicolás Maduro, capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro.

Estrutura limita aproveitamento do gás

Francisco Martínez, gerente coordenador da Cardón IV, operada pela espanhola Repsol, afirmou que o sistema de transporte precisa ser recuperado. A unidade produz 580 milhões de pés cúbicos de gás por dia, volume equivalente a um terço da produção do país, segundo ele.

Martínez disse que a produção pode ser retomada, mas que o transporte até as plantas de processamento precisa estar em condições adequadas para que o objetivo seja alcançado.

Em Monagas, no leste da Venezuela, o problema também aparece nas plantas compressoras. Erwin Hernández, diretor-geral de Hidrocarbonetos do Grupo Valesco, informou que apenas 35 das 118 unidades estão funcionando. O estado é considerado o epicentro nacional da produção de gás natural.

Outro entrave é o gasoduto binacional Antonio Ricaurte, que conecta a Venezuela à Colômbia e está paralisado há anos. Analistas presentes no fórum atribuíram a demora à falta de acordos políticos entre os governos. Luz Stella Murgas, presidente da associação colombiana Naturgas, defendeu que o gasoduto seja reparado e reaberto rapidamente.

O projeto depende de uma licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos e de investimento mínimo de US$ 66 milhões (R$ 341,9 milhões), conforme estimativa de Sandra Conde, diretora de transporte e gás do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

Para Luis Alberto Terrero, presidente da Associação Venezuelana de Processadores de Gás, dificilmente novos volumes serão incorporados antes do fim de 2026. Os projetos internos, segundo ele, devem começar no fim do primeiro semestre de 2027.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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