Os países da União Europeia não aprovaram nesta segunda-feira (21) a retirada dos empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista de sanções do bloco. As negociações para renovar as restrições contra Moscou continuarão em Bruxelas a partir das 00h00 GMT de terça-feira (21h de segunda no horário de Brasília).
A decisão precisa ser tomada antes do fim do prazo, nesta terça-feira. A União Europeia discutia prorrogar por mais três anos as sanções aplicadas a quase 3 mil pessoas e entidades russas por causa da guerra na Ucrânia.
Objeção de última hora
Mais cedo, diplomatas haviam informado que existia um acordo provisório para retirar Usmanov e Fridman da lista. A proposta, porém, não recebeu aprovação final depois que a Letônia apresentou uma objeção de última hora.
França e Eslováquia pressionaram pela retirada de Usmanov, empresário do setor de metais. Luxemburgo defendeu que, se as sanções contra ele fossem suspensas, as medidas contra Fridman também deveriam ser retiradas. O empresário do setor bancário processa Luxemburgo em 15 bilhões de euros (cerca de 87,4 bilhões de reais) por causa das sanções da UE.
Funcionários franceses disseram que o pedido relacionado a Usmanov tinha razões de “segurança nacional”, sem divulgar detalhes. A possibilidade também foi associada à libertação de prisioneiros que envolve cidadãos franceses detidos no Azerbaijão.
Países favoráveis à manutenção das restrições, como Polônia e os países bálticos, se opuseram ao alívio das sanções. Eles defenderam o aumento da pressão sobre a Rússia. Em troca da retirada dos dois empresários, esses países haviam aceitado manter o regime por três anos, em vez das prorrogações anteriores de seis meses.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou a possibilidade. Para ele, a “retirada da lista é inaceitável e envia um sinal equivocado a Moscou em um momento em que a pressão deve aumentar”.
A lista de sanções inclui o presidente russo, Vladimir Putin, e o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Usmanov e Fridman entraram nela pouco depois da invasão russa da Ucrânia, em 2022, sob acusações de que suas empresas forneciam receitas significativas ao Kremlin.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, pediu a manutenção das medidas. “São um pilar central de nossa resposta à guerra russa” para impedir o financiamento do conflito, declarou durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York.







