GRAVATAÍ — Sindicatos e entidades públicas negociam alternativas para impedir o fechamento da fábrica da Prometeon em Gravataí, no Rio Grande do Sul. A unidade emprega cerca de 1.360 trabalhadores diretos e produz pneus para veículos de carga e máquinas agrícolas.
A fábrica está instalada na cidade há mais de cinco décadas. Além dos empregos diretos, o encerramento das atividades pode afetar postos indiretos ligados à logística, ao transporte, à prestação de serviços e ao fornecimento de materiais para o complexo industrial.
As entidades que representam os trabalhadores realizaram assembleias e discutem propostas com a direção da multinacional. Entre as medidas apresentadas está o lay-off, que prevê a suspensão temporária dos contratos enquanto os funcionários participam de qualificação profissional.
Outra possibilidade em avaliação é a criação de Planos de Demissão Voluntária (PDV), com benefícios ampliados. A proposta é reduzir os efeitos sobre os trabalhadores caso parte da estrutura seja reorganizada.
A unidade já vinha funcionando com mudanças na produção. A ociosidade chegou a 25% da capacidade total, e a empresa adotou paralisações temporárias de turnos e diminuiu o ritmo das esteiras.
A queda na procura por pneus produzidos no Brasil é atribuída à entrada de produtos chineses vendidos por preços abaixo do custo operacional brasileiro. De acordo com as informações apresentadas na negociação, essa concorrência tem pressionado a produção nacional de pneus para veículos pesados.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Sul e a prefeitura de Gravataí participam das tratativas como mediadoras. As conversas buscam definir incentivos e contrapartidas fiscais que possam manter a operação da empresa e evitar a perda de milhares de fontes de renda na Região Metropolitana de Porto Alegre.





