A nota fiscal e os testes feitos no próprio posto podem ajudar o motorista a se proteger caso o carro apresente problemas depois do abastecimento. O comprovante registra onde, quando e quanto combustível foi comprado, enquanto os procedimentos solicitados no estabelecimento permitem verificar características do produto e o volume entregue.
O consumidor pode pedir o teste da proveta para a gasolina. O procedimento verifica a proporção de etanol anidro e deve ser feito na presença do motorista, com vidrarias adequadas e bem conservadas. No caso do etanol, o termodensímetro instalado na bomba permite acompanhar características do combustível durante o abastecimento e precisa estar funcionando.
Também é possível solicitar a conferência do volume com um balde aferidor de 20 litros certificado pelo Inmetro. Esse teste não avalia a qualidade do combustível: ele serve para verificar se a quantidade entregue corresponde ao volume mostrado pela bomba. Os lacres de segurança dos bicos e dos equipamentos também merecem atenção.
Antes de abastecer, o motorista deve observar se o posto exibe a placa de autorização da ANP em local visível. O documento precisa trazer informações como o CNPJ e o número de registro do revendedor. Bombas com adesivos ilegíveis, lacres danificados, identificação ausente ou informações confusas são sinais para redobrar o cuidado.
A estrutura do local também pode ser observada. Bombas íntegras, equipamentos de teste conservados, área limpa, certificados expostos e funcionários preparados para explicar os procedimentos ajudam a avaliar a transparência do estabelecimento. As bombas devem apresentar as identificações exigidas.
O preço é outro ponto de comparação. Diferenças pequenas podem ocorrer por causa dos custos operacionais, da localização e das estratégias comerciais. Já valores muito abaixo dos praticados por outros postos da região exigem mais atenção, pois podem estar associados a combustível adulterado ou a fraudes tributárias. O motorista deve comparar o valor anunciado no painel com o preço indicado na bomba.
Postos de bandeiras reconhecidas podem ser uma referência inicial, embora a bandeira não deva ser o único critério. A Ipiranga informa que acompanha o combustível desde a origem, faz análises laboratoriais e realiza visitas técnicas periódicas e sem aviso prévio por meio do Programa da Qualidade Ipiranga. A companhia também verifica requisitos da ANP e mantém auditorias periódicas.
Mesmo em postos bandeirados, é importante conferir a identificação da distribuidora responsável pelo produto e as informações disponíveis nas bombas. A ANP fiscaliza a qualidade dos combustíveis e o volume fornecido.
Se permanecer a suspeita sobre o combustível, o consumidor deve pedir os testes imediatamente, guardar a nota fiscal e procurar os canais de atendimento da rede. Também pode registrar uma denúncia na ANP pelo 0800 970 0267 ou pelo formulário disponível no portal gov.br.







