São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Testes, nota fiscal e sinais que ajudam a avaliar um posto

Motorista pode conferir a identificação das bombas, comparar preços, pedir testes e guardar o comprovante antes de sair do posto.

Testes, nota fiscal e sinais que ajudam a avaliar um posto
Foto: Murilo Goes/Autoesporte

A nota fiscal e os testes feitos no próprio posto podem ajudar o motorista a se proteger caso o carro apresente problemas depois do abastecimento. O comprovante registra onde, quando e quanto combustível foi comprado, enquanto os procedimentos solicitados no estabelecimento permitem verificar características do produto e o volume entregue.

O consumidor pode pedir o teste da proveta para a gasolina. O procedimento verifica a proporção de etanol anidro e deve ser feito na presença do motorista, com vidrarias adequadas e bem conservadas. No caso do etanol, o termodensímetro instalado na bomba permite acompanhar características do combustível durante o abastecimento e precisa estar funcionando.

Também é possível solicitar a conferência do volume com um balde aferidor de 20 litros certificado pelo Inmetro. Esse teste não avalia a qualidade do combustível: ele serve para verificar se a quantidade entregue corresponde ao volume mostrado pela bomba. Os lacres de segurança dos bicos e dos equipamentos também merecem atenção.

Antes de abastecer, o motorista deve observar se o posto exibe a placa de autorização da ANP em local visível. O documento precisa trazer informações como o CNPJ e o número de registro do revendedor. Bombas com adesivos ilegíveis, lacres danificados, identificação ausente ou informações confusas são sinais para redobrar o cuidado.

A estrutura do local também pode ser observada. Bombas íntegras, equipamentos de teste conservados, área limpa, certificados expostos e funcionários preparados para explicar os procedimentos ajudam a avaliar a transparência do estabelecimento. As bombas devem apresentar as identificações exigidas.

O preço é outro ponto de comparação. Diferenças pequenas podem ocorrer por causa dos custos operacionais, da localização e das estratégias comerciais. Já valores muito abaixo dos praticados por outros postos da região exigem mais atenção, pois podem estar associados a combustível adulterado ou a fraudes tributárias. O motorista deve comparar o valor anunciado no painel com o preço indicado na bomba.

Postos de bandeiras reconhecidas podem ser uma referência inicial, embora a bandeira não deva ser o único critério. A Ipiranga informa que acompanha o combustível desde a origem, faz análises laboratoriais e realiza visitas técnicas periódicas e sem aviso prévio por meio do Programa da Qualidade Ipiranga. A companhia também verifica requisitos da ANP e mantém auditorias periódicas.

Mesmo em postos bandeirados, é importante conferir a identificação da distribuidora responsável pelo produto e as informações disponíveis nas bombas. A ANP fiscaliza a qualidade dos combustíveis e o volume fornecido.

Se permanecer a suspeita sobre o combustível, o consumidor deve pedir os testes imediatamente, guardar a nota fiscal e procurar os canais de atendimento da rede. Também pode registrar uma denúncia na ANP pelo 0800 970 0267 ou pelo formulário disponível no portal gov.br.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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