A Universidade de São Paulo (USP) ficou em segundo lugar entre as melhores universidades da América Latina no ranking divulgado pela QS Quacquarelli Symonds nesta quinta-feira (1º). A Pontifícia Universidad Católica de Chile manteve a liderança.
O Brasil foi o país com mais instituições entre as dez primeiras colocadas. Além da USP, aparecem nesse grupo a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em terceiro lugar; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em quinto; e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em sexto.
A USP teve a pontuação máxima em cinco dos oito indicadores analisados: reputação acadêmica, reputação entre empregadores, rede internacional de pesquisa, publicações por docentes e impacto na web.
Presença brasileira no ranking
Na 16ª edição, a QS avaliou 517 instituições de 27 países da América Latina. O Brasil teve 137 universidades classificadas, à frente da Colômbia, com 70, e do México, com 69. O país também colocou 12 instituições entre as 50 melhores da região.
O desempenho das universidades brasileiras variou em relação à edição anterior: 50 das 137 instituições perderam posições, enquanto 24 avançaram.
Para Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini, coordenadora do Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), a permanência da USP mostra a contribuição da instituição para o desenvolvimento regional. “A permanência da USP na segunda posição no QS América Latina reforça seu lugar de destaque entre as universidades com melhor desempenho na região”, afirmou.
USP também avança em ranking mundial
Dois dias antes da divulgação do ranking latino-americano, a USP alcançou sua melhor posição no THE World University Ranking, elaborado pela Times Higher Education. O resultado, divulgado em 29 de setembro, colocou a universidade na 141ª posição mundial, pela primeira vez entre as 150 melhores. No ano passado, a instituição estava na faixa entre a 201ª e a 250ª colocação.
O levantamento avaliou 2.297 instituições de ensino superior de 118 países, considerando 18 indicadores distribuídos em cinco áreas: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, indústria e internacionalização.
A USP foi a universidade ibero-americana mais bem colocada. Entre as brasileiras, a Unicamp apareceu entre a 326ª e a 350ª posição; a UFRJ ficou na faixa de 601ª a 650ª; e a Unesp, entre a 651ª e a 700ª. Ao todo, 58 instituições do país foram classificadas.
No Academic Ranking of World Universities (ARWU), produzido pela Shanghai Ranking Consultancy, a USP ficou entre a 101ª e a 150ª colocação e também liderou entre as universidades ibero-americanas.
No THE by Subject, ranking da Times Higher Education por área do conhecimento, a USP foi a brasileira mais bem classificada nas 11 áreas avaliadas. A universidade ficou entre as cem melhores do mundo em Direito, na 52ª posição; Educação, na 61ª; Medicina e Saúde, na 81ª; e Artes e Humanidades, na 96ª.
O reitor da USP, Aluisio Segurado, atribuiu o resultado ao trabalho de estudantes, servidores e docentes. “O desempenho da USP é resultado do trabalho coletivo de excelência de seus estudantes, servidores e docentes. Nossa comunidade está de parabéns”, afirmou.








