A empresária Mila Seidl afirmou que o tratamento experimental autorizado para o influenciador Lito Sousa não foi financiado por políticos, empresários ou dinheiro público. Segundo ela, o casal buscou o medicamento com apoio dos médicos e cumpriu as etapas necessárias para obter as autorizações.
Lito recebeu diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara e de evolução rápida. O quadro provocou perda parcial da capacidade motora, e ele passou a receber cuidados paliativos em casa desde terça-feira.
Como o medicamento foi obtido
De acordo com Mila, ela e Lito tentaram participar dos estudos do ALN-657, desenvolvido pela Regeneron Pharmaceuticals. A entrada não foi possível porque a pesquisa estava fechada para novos pacientes, e não por falta de atendimento aos requisitos, segundo a empresária.
Depois disso, o casal procurou outra farmacêutica e apresentou o caso do influenciador. A empresa autorizou o uso compassivo do medicamento, modalidade que permite o acesso a um produto ainda sem registro comercial no país em determinadas situações.
“Conseguimos por meios próprios o contato de uma outra farmacêutica”, afirmou Mila ao explicar como a negociação foi iniciada.
A Anvisa autorizou na sexta-feira a importação do ALN-657. A agência informou que a decisão foi excepcional porque a farmacêutica não tem representante legal no Brasil e o produto não possui registro comercial no país. A progressão rápida da doença também entrou na análise.
O pedido foi apresentado pelo Hospital Israelita Albert Einstein depois que Lito foi aceito para o uso compassivo. O medicamento ainda está em estudos pré-clínicos, ou seja, não foi testado em humanos com a doença diagnosticada no influenciador. A expectativa de Mila é que o tratamento chegue ao Brasil entre sete e nove dias.
Negação de tratamento privilegiado
Mila também negou que o influenciador tenha recebido ajuda excepcional para obter a autorização. Ela afirmou que o procedimento pode ser solicitado por outras pessoas em situação semelhante e que o objetivo de explicar o caso é tornar essa possibilidade mais conhecida.
A empresária disse ainda que não abriu vaquinha nem recebeu recursos públicos ou de terceiros para viabilizar o tratamento. Segundo ela, foram reunidos documentos e seguidas as etapas previstas no processo.
Enquanto aguarda o medicamento, Lito permanece em casa. A residência foi adaptada para facilitar a movimentação: portas foram retiradas, o box do banheiro foi removido e os corredores passaram por alterações para atender às limitações causadas pela doença.







