São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Nova fundição da Toyota em Porto Feliz retoma parte da produção

Fábrica volta a operar após reconstrução, com estrutura reforçada e previsão de recuperar o motor 2.0 até 2028.

Nova fundição da Toyota em Porto Feliz retoma parte da produção
Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota voltou a usar parte da área original de sua fábrica de motores em Porto Feliz com a inauguração de uma nova fundição. A estrutura foi reconstruída com reforços metálicos 45% mais resistentes que os do projeto inicial. A empresa prevê levar toda a produção do motor 2.0 de volta ao complexo até 2028.

A retomada ocorre depois que uma microexplosão atmosférica derrubou o telhado da unidade em 22 de setembro de 2025. A linha de montagem ficou exposta à chuva, ao sol e aos equipamentos de alta precisão. Antes do desabamento, uma queda de energia acionou o protocolo de segurança e retirou os funcionários da área principal. Três minutos depois, a cobertura cedeu.

Produção em espaço provisório

Para manter as atividades, a Toyota transferiu parte dos equipamentos para galpões do condomínio empresarial DVR, a 11 quilômetros da fábrica de veículos de Sorocaba. A instalação tinha piso de alta resistência, refeitório e pátio, mas sua rede elétrica não suportava a operação industrial. A subestação, que levaria cerca de dez meses para ser construída, ficou pronta em três com apoio da concessionária local. Os testes começaram com geradores portáteis.

A movimentação incluiu 622 máquinas, transportadas a um ritmo de dez por dia. A produção foi retomada em 26 de janeiro de 2026, quatro meses depois do incidente. No complexo temporário, a prioridade foi o motor 1.5 do Yaris Cross, versão exclusiva para o Brasil, com tecnologia híbrida flex e injeção direta. A unidade passou a entregar 400 propulsores por dia.

A Toyota também precisou lidar com a perda de equipamentos da fundição. O alumínio destinado à linha de alta pressão foi recuperado depois de ser reaquecido, mas o equipamento de baixa pressão, responsável pelo cabeçote, foi perdido. Para manter o fornecimento das peças, moldes exclusivos foram enviados ao Japão e à Indonésia.

Retorno gradual ao complexo

Os equipamentos do motor 2.0 flex, usado em Corolla e Corolla Cross, foram armazenados no local provisório. A demanda foi absorvida pela matriz, já que o propulsor produzido no Japão não é flex. Porto Feliz passou a enviar peças de fornecedores nacionais para o exterior e a importar o motor pronto.

A reconstrução foi coordenada por uma equipe mantida em um único local, conforme orientação da matriz brasileira. A empresa criou uma “Obeya”, sala voltada à tomada rápida de decisões, para organizar a operação. “O que demora quatro meses para fazer um layout desse, nós fizemos em quatro dias”, disse Gilberto Paulino, diretor industrial da Toyota.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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