São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Suicídios aumentam na Argentina e já são a principal causa de morte entre jovens

Dados do Observatório de Política Criminal mostram alta de 57,6% nas mortes por suicídio em relação a 2017.

Suicídios aumentam na Argentina e já são a principal causa de morte entre jovens

O suicídio se tornou a principal causa de morte entre argentinos de 15 a 34 anos, segundo dados do Observatório de Política Criminal (OPC). As estatísticas também mostram aumento de 57,6% nas mortes em relação a 2017 e de 22,6% na comparação com o ano anterior.

A taxa argentina é de 11,8 suicídios por 100 mil habitantes. O índice fica abaixo do registrado no Uruguai, de 19,16, país que historicamente lidera essa estatística.

Familiares cobram ações de prevenção

Dezenas de familiares participaram de uma manifestação em 13 de setembro, no centro de Buenos Aires. O objetivo era ampliar a conscientização sobre o tema. Graciela Salazar, cuja filha morreu por suicídio em 2023, afirmou que era preciso “conscientizar sobre o suicídio, porque falar é prevenir”.

Ariana Villarreal, que também esteve na marcha, disse que o suicídio tem múltiplas causas. O irmão dela morreu há 11 anos. Villarreal também criticou o orçamento estatal destinado à saúde mental e afirmou que existe uma dívida histórica com a área na Argentina.

A Associação Argentina de Saúde Mental (AASM) classificou o cenário como uma situação de gravidade sanitária e social. Em comunicado, a entidade afirmou que o suicídio é um fenômeno complexo, que não deve ser explicado por um único fator ou por relações diretas de causa e efeito.

A associação defendeu políticas públicas imediatas e respostas aos problemas de base. Também declarou que o aumento dos comportamentos suicidas não pode ser enfrentado com silêncio, indiferença ou culpabilização das vítimas.

Medidas em ponte sobre o rio Paraná

Na província de Corrientes, no nordeste da Argentina, uma resolução pediu ao governo nacional medidas de segurança em uma ponte sobre o rio Paraná. Entre as propostas estão a instalação de barreiras, a melhoria da iluminação, o reforço da videovigilância e a oferta de telefones para emergências.

A organização Ángeles del Puente mantém voluntários no viaduto 24 horas por dia desde 2023. Em uma publicação no Instagram, o grupo afirmou que 341 vidas foram salvas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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