São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Retatrutida reduz peso e glicemia em estudo com pessoas com diabetes tipo 2

Medicamento da Eli Lilly ainda está em desenvolvimento e teve pedido de aprovação nos EUA previsto para 2027.

Retatrutida reduz peso e glicemia em estudo com pessoas com diabetes tipo 2

MILÃO, ITÁLIA — A retatrutida, medicamento da Eli Lilly que ainda está em desenvolvimento, reduziu o peso e a hemoglobina glicada de participantes com diabetes tipo 2 e obesidade ou sobrepeso no estudo clínico TRIUMPH-2. Os resultados foram apresentados na 62ª Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD) e publicados na revista científica The Lancet.

Na dose de 12 mg, os participantes perderam, em média, 22,5 kg, o equivalente a 20,8% do peso. Entre aqueles com IMC inicial igual ou superior a 35, classificado como obesidade grau II ou obesidade severa, a redução média chegou a 27,5 kg, ou 23,4%.

Ao fim do estudo, 59,5% dos participantes que receberam 12 mg deixaram de atender aos critérios de IMC para obesidade. Nas doses de 4 mg e 9 mg, a perda média foi de 13,5 kg, ou 12,7%, e 20,6 kg, ou 19,1%, respectivamente.

Efeito sobre a glicemia e outros indicadores

A hemoglobina glicada A1C caiu, em média, 1,4% entre os participantes que tomaram 4 mg. Nas doses de 9 mg e 12 mg, as reduções médias foram de 1,6% e 1,5%, respectivamente. Até 40% dos participantes alcançaram um nível glicêmico considerado normal.

A dose mais alta também esteve associada à redução média de 39,5% nos triglicerídeos, 19,6% no colesterol não-HDL e 58,3% na proteína C-reativa de alta sensibilidade. A pressão arterial sistólica caiu 10,8 mmHg, enquanto a circunferência da cintura diminuiu 16,9 cm.

Os eventos adversos mais frequentes foram diarreia, náusea, constipação, diminuição do apetite e vômito. Também foram registrados casos de disestesia e infecções do trato urinário. Esses eventos foram, em geral, leves a moderados, e a maioria desapareceu durante o tratamento.

Como foi o estudo

O TRIUMPH-2 é um estudo clínico de fase 3, etapa final antes do pedido de aprovação de um medicamento. Cerca de 1.152 participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber retatrutida nas doses de 4 mg, 9 mg ou 12 mg, ou placebo.

O tratamento começou com 2 mg uma vez por semana. A dose foi aumentada a cada quatro semanas até chegar à quantidade prevista para cada grupo. Os participantes foram acompanhados por 80 semanas, com mais 4 semanas de acompanhamento após o fim do tratamento.

A Eli Lilly informou que planeja solicitar a aprovação da retatrutida à FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, no primeiro trimestre de 2027. A empresa também avalia o medicamento para apneia obstrutiva do sono moderada a grave e dor por osteoartrite de joelho. Esse programa reúne quatro ensaios regulatórios globais e já incluiu mais de 5.800 participantes.

O que é a retatrutida

A retatrutida é um triplo agonista. Ela simula a ação dos hormônios GLP-1, GIP e glucagon. O GLP-1 estimula a produção de insulina no pâncreas, reduz a velocidade da digestão no estômago e ativa a sensação de saciedade no cérebro.

A semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, simula o GLP-1. A tirzepatida, do Mounjaro, atua sobre o GLP-1 e o GIP. A retatrutida acrescenta a ação sobre o glucagon e, por isso, é apresentada como uma geração mais nova desses medicamentos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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