São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Polícia aponta antecipação de wi-fi em SP durante eleições de 2024

Investigação afirma que o instituto recebeu R$ 26 milhões antes do previsto e deixou 1.800 pontos sem instalação.

Investigação aponta que empresa da produtora de 'Dark Horse' antecipou instalação de wi-fi em SP durante eleições de 2024
Foto: Reprodução/Redes Sociais e Rodrigo Rodrigues/g1

A Polícia Civil de São Paulo investiga a antecipação da instalação de pontos de wi-fi pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) durante as eleições municipais de 2024. A entidade tem contrato com a Prefeitura de São Paulo para levar o serviço à periferia da capital.

Uma representação apresentada em maio de 2026 afirma que houve interferência política direta no cronograma. O documento registra que 1.605 pontos estavam ativos no final de outubro de 2024. Depois do encerramento do período eleitoral, o ritmo teria diminuído: o total chegou a 3.200 pontos em junho de 2025, enquanto 1.800 previstos nunca foram instalados.

Pagamento antecipado

O contrato do ICB com a prefeitura é de R$ 108 milhões anuais. Durante as eleições, a administração municipal repassou R$ 69 milhões ao instituto, embora o valor previsto para aquele período fosse de R$ 43 milhões.

A diferença de R$ 26 milhões é tratada na denúncia recebida pela Polícia Civil como prejuízo para a prefeitura, porque os serviços pagos não teriam sido prestados.

O instituto é ligado à produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master.

Investigação no STF

Até o momento, a Prefeitura de São Paulo mantém o contrato com o ICB. Na manhã de sexta (11), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que a gestão municipal acionaria o Supremo Tribunal Federal (STF) para consultar o ministro Flávio Dino sobre a necessidade de romper o acordo.

Dino determinou que a Polícia Federal abra um inquérito exclusivo para investigar o contrato e mandou suspender qualquer pagamento de contratos do Poder Público com o instituto.

O STF assumiu o processo porque o caso envolve o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que tem foro privilegiado, e há indícios de que os fatos façam parte de um único esquema de desvio e lavagem de dinheiro.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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