São Bernardo do Campo, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Brasil

Mais passos no dia a dia são ligados a menos sintomas de saúde mental em adolescentes

Estudo com 5.515 jovens associou maior quantidade de passos diários a menos sintomas de ansiedade, baixo astral e problemas de comportamento.

Mais passos no dia a dia são ligados a menos sintomas de saúde mental em adolescentes

Um estudo com adolescentes dos Estados Unidos associou uma quantidade maior de passos diários a menos problemas de saúde mental no início da adolescência. A pesquisa foi liderada pelo Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociência do King's College London, em parceria com a Universidade de Massachusetts Amherst.

Os participantes faziam parte do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente dos EUA. Ao todo, 5.515 adolescentes usaram dispositivos Fitbit durante três semanas, quando tinham entre 11 e 12 anos. Um ano depois, a saúde mental foi avaliada por meio do Child Behavior Checklist, questionário respondido pelos jovens e pelos pais.

O instrumento considera sintomas como ansiedade, baixo astral e problemas de comportamento. A análise indicou que os adolescentes que caminhavam mais apresentavam menos sintomas posteriormente.

O que o estudo encontrou

Entre os jovens que davam menos de 5.000 passos por dia, foram observados mais sintomas de problemas mentais. O grupo que caminhava cerca de 8.000 passos apresentava menos sintomas, enquanto aqueles que alcançavam 12.000 ou mais tinham o menor número de sintomas entre os participantes.

A associação também apareceu em características do cérebro. Os adolescentes com mais passos apresentaram tecido cerebral ligeiramente mais espesso em duas áreas relacionadas ao movimento e à regulação emocional.

Amanda Paluch, professora associada de cinesiologia da Universidade de Massachusetts Amherst, afirmou que os jovens não precisam ser atletas de elite para obter possíveis benefícios. “Aumentos de 1.000 a 2.000 passos diários, a partir de qualquer ponto de partida, foram associados a uma melhor estrutura cerebral e melhores resultados em saúde mental”, disse.

A pesquisa não identificou relação entre a quantidade de passos e o desempenho escolar. A contagem foi feita por dispositivos vestíveis, e não por relatos dos próprios participantes. Para os pesquisadores, esse método pode registrar a atividade habitual de forma mais confiável do que questionários.

Limitações da pesquisa

O trabalho é observacional. Por isso, não demonstra que caminhar mais cause diretamente uma melhora na saúde mental. A associação continuou mesmo depois que os pesquisadores consideraram problemas de saúde mental anteriores, mas ainda existe a possibilidade de que adolescentes com menos dificuldades já fossem mais ativos desde o começo.

As diferenças cerebrais observadas foram pequenas, e poucos participantes tinham contagens de passos extremamente altas. Assim, não está claro se o mesmo padrão continua acima dos níveis registrados no estudo.

A pesquisa usou dados do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente, realizado em 21 locais. Os resultados foram publicados no JAMA Network Open. Para Qingyang Li, um dos autores, os dados ainda são preliminares, mas ajudam a indicar quais partes do cérebro podem estar envolvidas nessa relação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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