São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

ONU denuncia desaparecimentos forçados e mortes de presos políticos na Nicarágua

Grupo de especialistas afirma que pelo menos 30 pessoas são mantidas em desaparecimento forçado e pede respostas ao governo.

ONU denuncia desaparecimentos forçados e mortes de presos políticos na Nicarágua

Pelo menos 30 pessoas são mantidas em situação de desaparecimento forçado pelo governo da Nicarágua, segundo denúncia de um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU. O relatório afirma que a prática é usada para “esmagar” a oposição e constitui crime contra a humanidade.

O documento registra 161 casos de desaparecimento forçado desde os protestos de 2018 e a morte de oito pessoas detidas por motivos políticos. Até 31 de agosto, o paradeiro de pelo menos 29 pessoas continuava desconhecido. Os especialistas alertam que o número pode ser maior.

A análise aponta uma mudança na forma de repressão. Segundo o grupo, os casos que começaram como desaparecimentos curtos, usados para punir presos e intimidar familiares, passaram a durar meses ou anos e atingem um grupo cada vez mais amplo de vítimas.

O relatório, chamado “Anatomia da crueldade estatal”, afirma que as ações envolveram várias instituições e uma cadeia de comando que chegaria às esferas mais altas do governo. Os crimes citados incluem encarceramento, tortura, atos desumanos e perseguição por motivos políticos.

Pedidos ao governo

O Grupo de Especialistas em Direitos Humanos sobre a Nicarágua pediu que o governo informe onde estão as pessoas desaparecidas, liberte os detidos por motivos políticos e investigue as mortes sob custódia estatal. Entre os mortos está Humberto Ortega, irmão do presidente Daniel Ortega, que morreu em 2024.

Ortega e a copresidente Rosario Murillo governam o país. O presidente voltou ao poder em 2007, depois de ter governado na década de 1980, e foi reeleito três vezes em votações contestadas.

O grupo foi criado em 2022 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para investigar violações e abusos cometidos na Nicarágua a partir de abril de 2018 e identificar os responsáveis.

Após a repressão aos protestos, milhares de nicaraguenses foram para o exílio. Nas últimas eleições, há cinco anos, opositores foram presos, e a Frente Sandinista de Libertação Nacional venceu sem adversários.

Em 1º de setembro, a Assembleia Legislativa aprovou uma reforma constitucional que proíbe a participação de opositores nas eleições e amplia o mandato presidencial de seis para sete anos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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