São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Investigadores da ONU apontam possíveis crimes de guerra dos EUA no Irã

Relatório cita ataques contra civis e denuncia repressão do governo iraniano durante protestos iniciados no fim de 2025.

Investigadores da ONU apontam possíveis crimes de guerra dos EUA no Irã

Investigadores independentes das Nações Unidas afirmaram nesta quinta-feira (17) que há motivos razoáveis para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra contra civis no Irã. O relatório também aponta graves violações de direitos humanos cometidas pelo governo iraniano contra a própria população.

O documento será apresentado na segunda-feira (21) ao Conselho de Direitos Humanos da ONU. Os investigadores pedem que os 47 países do órgão pressionem pelo fim da guerra, pela responsabilização dos envolvidos em crimes de guerra e pela concessão de asilo a civis que deixarem o país. Irã, Israel e Estados Unidos não fazem parte do Conselho.

Ataques contra civis

De acordo com o relatório, os ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro incluíram ações indiscriminadas que provocaram mortes ou ferimentos em civis e danos a bens civis. Entre os casos citados está o uso de mísseis Tomahawk contra a Escola Primária Shajareh Tayyebeh, em Minab.

O ataque matou mais de 150 pessoas, entre elas quase 120 meninas e meninos. Em outro bombardeio, mísseis de precisão espalharam estilhaços sobre um complexo esportivo e uma área residencial em Lamerd. A ação matou 22 civis.

Repressão no Irã

O relatório afirma que a resposta do governo iraniano aos protestos iniciados no fim de 2025, motivados pelo aumento do custo de vida, representou uma escalada na repressão à dissidência. Os investigadores mencionam o uso de leis repressivas, força letal e pena de morte.

As forças de segurança mataram manifestantes nas 31 províncias, incluindo ao menos 221 menores de idade. Também atacaram centros de saúde e prenderam dezenas de milhares de pessoas.

Entre março e agosto de 2026, ao menos 29 homens foram executados após julgamentos sumários ligados aos protestos. Mais de 70 pessoas, incluindo cinco mulheres e três crianças, continuavam sob risco iminente de execução.

Os investigadores pediram que Israel, Estados Unidos e Irã interrompam imediatamente as hostilidades. Também recomendaram medidas diplomáticas rápidas para estabelecer uma paz permanente e investigações independentes sobre as supostas violações do direito internacional.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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